O Ministério Público (MP) afirmou nesta terça-feira (9) que o influenciador Alexandre de Jesus Santos, conhecido como “Xuxa Grau”, de 20 anos, lucrava até R$ 50 mil por vídeo ao mostrar manobras criminosas de moto em rodovias de Ribeirão Preto.
Promotores e policiais apontam que ele comandava uma associação criminosa envolvida em rachas e na geração de conteúdo que explorava essas infrações.
O promotor Paulo José Freire Teotônio explicou que uma especialista consultada durante a investigação confirmou o valor obtido por publicação. Segundo o MP, Xuxa transformou infrações de trânsito em fonte de renda e atraiu quase 300 mil seguidores em um dos perfis.
Uma especialista da área endossou que, para cada conduta que ele postava na internet, ele ganhava R$ 50 mil. Ele estava ganhando ilicitamente esses valores
disse o promotor.

Mandado de prisão
A Justiça determinou a prisão de Xuxa Grau também nesta terça-feira. Equipes das polícias Civil e Militar percorreram 11 endereços, entre eles uma casa no Jardim Progresso, zona Oeste da cidade. Os agentes não encontraram o influenciador, que agora figura como foragido.
O promotor Augusto Soares detalhou que, além do risco à vida de motoristas e motociclistas, a investigação verificou indícios de ganhos financeiros e possíveis crimes adicionais.
Vamos analisar os celulares e computadores apreendidos para confirmar pagamentos pelos vídeos e verificar se ele praticou lavagem de dinheiro ou sonegação
afirmou
A defesa do influenciador não foi localizada até a publicação dessa matéria.
Influenciador tem vídeos removidos
O Ministério Público também solicita que Xuxa pague R$ 300 mil por dano moral coletivo, valor que pode financiar ações de segurança e combate a crimes semelhantes. Os promotores já conseguiram retirar os conteúdos das redes sociais.
De acordo com Augusto Soares, Xuxa estimulava e praticava racha, conduta proibida pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Ele também atuava com apoio de outras pessoas, o que reforça o indício de associação criminosa.
Ele lucrava com um comportamento ilegal e colocava outras vidas em perigo
disse o promotor.
Xuxa Grau também respondeu anteriormente por adulteração de placa de moto, mas deixou a prisão após audiência de custódia.
Com informações da EPTV
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