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Ribeirão PretoCotidianoMédico relaciona pandemia ao agravamento de infecções respiratórias em crianças

Médico relaciona pandemia ao agravamento de infecções respiratórias em crianças

Ribeirão Preto registra aumento de casos de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) com a chegada do outono

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Nas últimas semanas, os hospitais e unidades de saúde de diversas cidades brasileiras, incluindo Ribeirão Preto, têm registrado um aumento significativo nos casos de doenças respiratórias em crianças.

A preocupação com o crescimento das Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) levou inclusive o secretário da Saúde da cidadeMaurício Godinho, a transferir o gabinete para as UPAs (Unidades de Pronto Atendimento.

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Para esclarecer e entender o cenário atual, o acidade on conversou com o médico pneumologista Luis Renato Alves sobre o que pode estar causando esse aumento e quais são as melhores formas de prevenção, principalmente entre as crianças.

Outono e clima seco favorecem propagação de vírus

Segundo o médico, o aumento nos casos de doenças respiratórias nesta época do ano está diretamente relacionado às condições climáticas do outono e inverno, que favorecem a disseminação de vírus e bactérias no ar.

Isso se dá devido à mudança climática, particularmente pelo fato de termos um inverno seco, com baixa umidade relativa do ar. Essa condição propicia que micro-organismos como vírus e bactérias permaneçam mais tempo suspensos no ar, o que facilita a infecção. Além disso, com a diminuição das temperaturas, as pessoas tendem a ficar mais em locais fechados e de baixa ventilação, o que facilita a transmissão de pessoa a pessoa

explica

Crianças estão mais vulneráveis após a pandemia

Segundo o pneumologista, é comum haver um aumento de infecções respiratórias nesta época do ano. No entanto, o que chama a atenção atualmente é a maior gravidade dos casos, especialmente em crianças. Esse cenário pode estar ligado ao período da pandemia, quando medidas como isolamento social e uso de máscaras limitaram o contato das crianças com vírus respiratórios.

Habitualmente, nessa época, há um aumento esperado de infecções respiratórias, mas temos visto uma quantidade de casos mais graves em relação a anos anteriores. Isso pode estar ocorrendo pelo fato de que, durante a pandemia, medidas como isolamento social, uso de máscaras e lockdowns protegeram especialmente as crianças do contato com vírus respiratórios.

explica o médico

Com o fim das restrições, muitas crianças foram expostas aos vírus pela primeira vez, sem defesa imunológica adequada. A baixa cobertura vacinal também contribui para o agravamento dos quadros.

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O número de infecções respiratórias não Covid diminuiu bastante nessa época. Com o fim da pandemia e a maior exposição, muitas crianças passaram a ter contato com esses vírus pela primeira vez, sem uma defesa imunológica preparada, o que tem contribuído não só para um aumento do número de casos como também para uma maior gravidade. Além obviamente da baixa cobertura vacinal

complementa.

Vacinação é a principal forma de prevenção

Para o pneumologista, a vacinação é a maneira mais eficaz de prevenir as formas graves das doenças respiratórias virais. Estão disponíveis vacinas contra:

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  • Influenza (gripe)
  • Covid-19
  • Vírus Sincicial Respiratório (VSR) – indicada principalmente para idosos e grupos de risco

A vacina prepara o sistema imunológico para reagir de forma rápida ao vírus, reduzindo sintomas, complicações e internações. Não existe maneira mais segura de proteção.

Além da vacinação, o médico orienta a adoção de hábitos simples que podem fazer a diferença:

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  • Manter boa hidratação
  • Ter uma alimentação equilibrada
  • Evitar locais fechados e com pouca ventilação
  • Higienizar as mãos com frequência
  • Usar máscara em ambientes com aglomeração ou sintomas gripais

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Mariana Queiroz
Mariana Queiroz
Graduada em jornalismo pelo Centro Universitário Mauricio de Nassau, pernambucana e atualmente morando em Ribeirão Preto. Atuou como repórter, radialista e assessora de comunicação.
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