Com informações de Bruno Accorsi, da Agência Estado
Morreu neste domingo (19), o jornalista, apresentador e locutor Léo Batista, um dos grandes nomes na história do jornalismo esportivo do Brasil.
Ele tinha 92 anos e estava internado desde o dia 6 de janeiro, no Hospital Rios D’Or, no Rio de Janeiro, devido ao diagnóstico de um tumor no pâncreas. Viúvo, foi casado com Leyla Chavantes Belinaso, que morreu aos 84 anos, em 2022.
Seu nome é lembrado por aparições no Globo Esporte, no entanto, também passou por muitos dos principais programas da TV Globo, como o Fantástico, o Jornal Nacional e o Jornal Hoje. Até ser internado Léo Batista continuava trabalhando para emissora na qual contribuiu com seus serviços por 55 anos.
Sigo trabalhando porque a TV permite que eu continue ativo no esporte. Enquanto eles permitirem e eu tiver essa vitalidade, vou seguindo. Quero continuar fazendo isso. Não sei quanto tempo Deus ainda vai me dar de vida, mas eu estou muito bem de saúde e quero continuar fazendo o que me dá prazer
disse Léo, ao Estadão, na época do lançamento do documentário
Além do amplo trabalho como comunicador, Léo Batista se dedicou a ofícios como o canto, as artes plásticas, a comédia e a literatura. Também foi dublador e marcou uma geração como narrador dos desenhos animados dos heróis da Marvel na década de 1960.
Trajetória
Enquanto trabalhava em Cordeirópolis, foi notado pelo ex-deputado Domingos Lot Neto, então dono da recém-inaugurada Rádio Clube de Birigui, veículo no qual passou a trabalhar. Mais tarde, trabalhou no Rádio Difusora de Piracicaba. Mesmo atuando em um veículo do interior, cobriu a Copa do Mundo de 1950 no Rio, para onde se mudaria em 1953, contratado pela Rádio Globo.
Entrou para a televisão em 1955. Apresentou o Telejornal Pirelli, concorrente do poderoso Repórter Esso, da TV Tupi, até 1970, quando foi chamado para fazer parte da cobertura da Copa do Mundo pela Globo, a pedido de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, então chefe de direção de programação e produção da emissora.
No ano seguinte, a “Voz Marcante” já apresentava a primeira edição do Jornal Hoje. Também foi o primeiro apresentador do Esporte Espetacular, em 1973, e do Globo Esporte, 1978, programas dos quais foi criador.
Esteve na primeira edição do Fantástico, apresentando os gols da rodada e interagindo com a famosa Zebrinha na hora de noticiar os resultados da loteria esportiva. Também chegou a apresentar edições do Jornal Nacional, ao lado de Cid Moreira.
Na soma das duas áreas, trabalhou em 13 Copas do Mundo e 13 Jogos Olímpicos. Foi ele quem entrou nos plantões sobre a morte de Ayrton Senna, em contato com o repórter Roberto Cabrini, que estava na Itália, e para noticiar o acidente que tirou a vida de Princesa Diana.
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