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Especialista: Ribeirão deve atingir 5 mil casos na próxima semana

Estudos da USP mostram que a pandemia está avançando em Ribeirão Preto por conta da falta de adesão ao isolamento social

| ACidadeON/Ribeirao

Previsão deve ser atingida entre os dias 27 e 28 de junho (Foto: divulgação)
 

O coordenador do Departamento de Inteligência em Saúde da USP (Universidade de São Paulo), Domingos Alves, disse nessa terça-feira (23) que Ribeirão Preto deve ultrapassar a barreira dos 5 mil casos de coronavírus até a próxima semana.  

A previsão, estudada por médicos da universidade, é que o avanço ocorra entre os dias 27 e 28 de junho. Ou seja, domingo e segunda-feira que vem. 

"Hoje nós temos aproximadamente 40% de adesão as medidas de controle da pandemia [isolamento social]. Isso significa que já deixamos de fazer a quarentena. Nesse cenário, a expectativa é que tenhamos, ainda, mais 60 mortes", ele explica.  

Atualmente, 101 óbitos decorrentes da covid-19 já foram atestados na cidade. Os últimos seis foram adicionados às estatísticas da Secretaria Municipal de Saúde na segunda (22). 

Três mulheres e três homens, que já haviam testado positivo para a doença, morreram entre os dias 18 e 21 deste mês. Eles tinham entre 56 e 90 anos, apresentavam comorbidades e estavam internados em hospitais públicos e privados do município.  

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Ainda de acordo com Alves, esse aumento de vítimas fatais é um dos principais fatores estudados pelo departamento especializado e que tem agravado a situação de Ribeirão Preto em relação a pandemia. 

Só nos primeiros 20 dias de junho, 2 mil pessoas foram contaminadas pelo novo coronavírus e 74 delas não resistiram aos sintomas.  

Os boletins epidemiológicos da cidade mostram que duas mortes por covid-19 foram registradas em março, cinco em abril e mais 20 em maio. Portanto, este é o pior dos três meses de vigência do decreto de calamidade pública, até o momento, para os moradores ribeirão-pretanos. 

"Precisamos mostrar que o serviço de Saúde é competente para receber pacientes e isso é muito bom, mas também está sendo mostrado que o controle da epidemia se limita a um controle de dados", finaliza Domingos Alves.

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