A Vigilância Sanitária realizou, nesta quinta-feira (12), mais uma operação de fiscalização no Mercadão Central de Ribeirão Preto que resultou na apreensão de aproximadamente 120 quilos de queijos artesanais e outros produtos, segundo a Prefeitura.
De acordo com as informações da EPTV, pelo menos três fiscais participaram da vistoria, que começou por volta das 9h. Segundo o órgão, o principal problema encontrado foi a ausência de certificação dos produtos.
Em nota, a Vigilância informou que foram vistoriados quatro boxes que ainda não haviam passado por inspeção neste ciclo e que o objetivo da vistoria é garantir o cumprimento das normas sanitárias e a segurança alimentar dos consumidores.
Entre os itens descartados estavam garrafas de manteiga, queijos meia cura, queijos curados e chancliche, todos sem registro de inspeção prévia pelos órgãos competentes.
Em uma das bancas fiscalizadas, mais de 40 quilos de queijo foram retidos. O comerciante foi orientado a retirar os produtos da venda e mantê-los armazenados até apresentar a documentação que comprove a origem. A equipe deixou o Mercadão no início da tarde.
Outras ações
No dia 25 de agosto, a Vigilância Sanitária de Ribeirão Preto já havia apreendido 270 quilos de queijos e outros produtos de origem animal irregulares durante uma fiscalização.
Na ocasião, a operação ocorreu em cinco boxes e recolheu itens como queijo meia cura, muçarela palito e manteiga de garrafa.
De acordo com a fiscalização, os produtos também não tinham selo de inspeção, identificação, data de validade ou qualquer comprovação de origem que garantisse a segurança para consumo humano. Todo o material foi inutilizado e encaminhado ao aterro sanitário.

Prazo para regularização
Na ação realizada há pouco mais de dois meses, a Secretaria Municipal de Saúde informou que desde fevereiro, comerciantes e fornecedores do Mercadão recebiam orientações para se adequar às normas sanitárias, com prazo até 6 de agosto para regularização.
Apesar do suporte oferecido pelo Serviço de Inspeção Municipal (SIM), a exigência não foi atendida.
Em entrevista à EPTV, nesta quarta-feira, o tesoureiro do Mercadão, Clayton Ramos, afirmou que os comerciantes já estão tomando as providências necessárias para regularizar a situação e se adequar às normas cobradas pela Vigilância Sanitária para a venda de queijos, derivados e outros produtos no local.
Esse processo é lento, até a questão do queijo, porque ele não pode ser embalado. E o queijo, principalmente esse queijo mineiro artesanal, é feito de leite cru. Então a legislação brasileira também não permite. Nós estamos vendo os caminhos que possam levar a gente a trabalhar com esse produto aqui legalizado
Clayton Ramos
*Com informações da EPTV

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