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Justiça interroga estudante por agressão a professora em Sertãozinho

Docente de escola estadual da cidade afirma ter sido agredida por aluna após pedir que ela tirasse seus fones de ouvido

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Professora afirma que foi agredida por aluna de 13 anos na sala de aula (Foto: Reprodução / EPTV)

 

Uma estudante de 13 anos será interrogada pela Justiça nesta quinta-feira (17). Ela responde a processo no qual é acusada de ter agredido professora de uma escola estadual de Sertãozinho, em outubro de 2017.  

À EPTV, a professora contou que estava dando aula para uma turma do 6º ano da Escola Estadual Edith Silveira Dalmaso quando notou que a aluna usava fones de ouvido. A professora teria pedido que a adolescente tirasse o fone.  

"Ela falou: se você for mulher, vem tirar. Enquanto eu caminhei para a porta, para chamar a inspetora para que ela saísse, ela me pegou por trás, pelos cabelos e me jogou ao chão, com chutes e socos, até que veio a inspetora e o coordenador e nos separou", relata a vítima.  

A estudante foi expulsa da escola e a professora ficou afastada por dois meses para tratamento psicológico. Ela voltou a trabalhar e agora processa a adolescente por lesão corporal e ameaça.  

"Ela pode ter penas desde liberdade assistida e prestação de serviços à comunidade até uma advertência. Não sendo uma menor reincidente, dificilmente seria internada", afirma o juiz da Infância e Juventude de Sertãozinho, Hélio Ravagnani.  

A mãe da adolescente também será ouvida. Apesar de reprovar o comportamento da filha, ela tenta justificar a agressão. Segundo a mulher, um dia antes da ocorrência, já teria havido uma discussão entre a professora e a jovem. "No dia anterior a professora enfiou uma embalagem de salgadinho nas costas dela e arranhou. E no outro dia a discussão continuou. A professora a ofendeu e aí realmente ela investiu contra a professora. Desde já eu não aprovo isso. Ela não deveria de forma alguma ter tocado na professora, nem mesmo com palavras", diz a mãe da adolescente.  

A professora nega o xingamento e pede mais segurança nas escolas. "Hoje os jovens estão acostumados a resolver tudo pela violência e pela força. Eu ainda acredito no diálogo", conclui a mulher.  

A Diretoria Regional de Ensino de Sertãozinho informou à EPTV que deu todo o apoio à professora e que todas as medidas pedagógicas foram tomadas. (Com EPTV)

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