Aguarde...

ACidadeON Ribeirão Preto

Ribeirão Preto
mín. 20ºC máx. 36ºC

cotidiano

Empresário é preso pela 2ª vez acusado de importar mercadorias sem nota fiscal

Operação Non Subditos da PF e Receita recolheu eletrônicos e perfumes avaliados em aproximadamente R$ 300 mil em empresa na zona Oeste de Ribeirão Preto

| ACidadeON/Ribeirao

  

Esta reportagem tem a garantia de apuração ACidade ON.
Diga não às fake news!  


O empresário Wellington de Freitas, de 43 anos, foi preso pela segunda vez em 11 meses acusado de crime de descaminho (contra a ordem tributária) em Ribeirão Preto.  

A Operação Non Subditos, deflagrada nesta quinta-feira (17) pela PF (Polícia Federal) em conjunto com a Receita Federal, cumpriu na manhã desta quinta-feira (17) cinco mandados de busca e apreensão na casa e na loja do empresário, a Mundial Megastore, ambas no Jardim Antártica, zona Oeste da cidade.  

Ao fazer o cruzamento de dados, a Receita Federal identificou 12 autos de infração que envolveriam Freitas. Esses autos culminaram com a operação, cujo significado em latim é "desobedientes".  

A PF e a Receita apreenderam produtos eletrônicos e perfumes importados do Paraguai avaliados em R$ 300 mil sem as devidas notas fiscais de compra. A estimativa do valor é de um dos advogados do empresário, Belarmino Gregório Santana. A PF e a Receita, porém, não revelaram valores.  

Segundo o que a PF apurou, o empresário também comercializava os produtos por meio de um site para todo o País.   

Blitz e 1ª prisão 

A primeira prisão do empresário ocorreu em junho de 2017, quando ele estava na companhia de uma mulher, identificada como funcionária dele. A PF informou que à época a dupla tentava passar por uma blitz da Polícia Militar Rodoviária (PMR) com mercadorias ilegais em dois veículos.  

Os 12 autos de infração foram identificados nos estados de São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul. Um deles é de 1999, segundo o delegado Guilherme Biagi.  

"Esse crime causa sérios prejuízos à Receita Federal e também à sociedade, como a geração de empregos e a concorrência desleal", declarou o delegado.  

Para a PF, o empresário agiria com a ajuda de um funcionário, que não é alvo das investigações.  De acordo com Biagi, também não há indícios de que os produtos sejam falsificados.   

 

 

Produtos ficarão apreendidos

O auditor fiscal da Receita Federal Edilson Luiz Molero disse que o empresário não poderá recuperar os produtos apreendidos. "Ele somente poderia regularizar a mercadoria na zona primária. Como não o fez, a pena é o perdimento", declarou.  

Os produtos, segundo o auditor, podem ser levados a leilão. Exceto os eletrônicos, como equipamentos de informática, que poderão ser transferidos judicialmente ao patrimônio da Receita.  

A Receita Federal também não revelou valor de impostos que deixaram de ser recolhidos pelo empresário desde que ele foi alvo do primeiro auto de infração.  

O advogado Belarmino Gregório Santana disse que Freitas pagaria fiança arbitrada em R$ 10 mil e seria liberado ainda nesta quinta.  

À EPTV, o advogado Gustavo Henrique Cabral Santana, que também atua na defesa de Freitas, afirmou que as mercadorias apreendidas têm documentação fiscal em ordem. 

Comentários

"O site não se responsabiliza pela opinião dos autores. Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do ACidade ON. Serão vetados os comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. ACidade ON poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios deste aviso."

Cadastrados

Nome (obrigatório)
Email (obrigatório)
Comentário (obrigatório)
0 comentários

Veja também