Empresário é preso pela 2ª vez acusado de importar mercadorias sem nota fiscal

Operação Non Subditos da PF e Receita recolheu eletrônicos e perfumes avaliados em aproximadamente R$ 300 mil em empresa na zona Oeste de Ribeirão Preto

    • ACidadeON/Ribeirao
    • Ricardo Canaveze

  

Esta reportagem tem a garantia de apuração ACidade ON.
Diga não às fake news!  


O empresário Wellington de Freitas, de 43 anos, foi preso pela segunda vez em 11 meses acusado de crime de descaminho (contra a ordem tributária) em Ribeirão Preto.  

A Operação Non Subditos, deflagrada nesta quinta-feira (17) pela PF (Polícia Federal) em conjunto com a Receita Federal, cumpriu na manhã desta quinta-feira (17) cinco mandados de busca e apreensão na casa e na loja do empresário, a Mundial Megastore, ambas no Jardim Antártica, zona Oeste da cidade.  

Ao fazer o cruzamento de dados, a Receita Federal identificou 12 autos de infração que envolveriam Freitas. Esses autos culminaram com a operação, cujo significado em latim é "desobedientes".  

A PF e a Receita apreenderam produtos eletrônicos e perfumes importados do Paraguai avaliados em R$ 300 mil sem as devidas notas fiscais de compra. A estimativa do valor é de um dos advogados do empresário, Belarmino Gregório Santana. A PF e a Receita, porém, não revelaram valores.  

Segundo o que a PF apurou, o empresário também comercializava os produtos por meio de um site para todo o País.   

Blitz e 1ª prisão 

A primeira prisão do empresário ocorreu em junho de 2017, quando ele estava na companhia de uma mulher, identificada como funcionária dele. A PF informou que à época a dupla tentava passar por uma blitz da Polícia Militar Rodoviária (PMR) com mercadorias ilegais em dois veículos.  

Os 12 autos de infração foram identificados nos estados de São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul. Um deles é de 1999, segundo o delegado Guilherme Biagi.  

"Esse crime causa sérios prejuízos à Receita Federal e também à sociedade, como a geração de empregos e a concorrência desleal", declarou o delegado.  

Para a PF, o empresário agiria com a ajuda de um funcionário, que não é alvo das investigações.  De acordo com Biagi, também não há indícios de que os produtos sejam falsificados.   

 

 

Produtos ficarão apreendidos

O auditor fiscal da Receita Federal Edilson Luiz Molero disse que o empresário não poderá recuperar os produtos apreendidos. "Ele somente poderia regularizar a mercadoria na zona primária. Como não o fez, a pena é o perdimento", declarou.  

Os produtos, segundo o auditor, podem ser levados a leilão. Exceto os eletrônicos, como equipamentos de informática, que poderão ser transferidos judicialmente ao patrimônio da Receita.  

A Receita Federal também não revelou valor de impostos que deixaram de ser recolhidos pelo empresário desde que ele foi alvo do primeiro auto de infração.  

O advogado Belarmino Gregório Santana disse que Freitas pagaria fiança arbitrada em R$ 10 mil e seria liberado ainda nesta quinta.  

À EPTV, o advogado Gustavo Henrique Cabral Santana, que também atua na defesa de Freitas, afirmou que as mercadorias apreendidas têm documentação fiscal em ordem. 


0 Comentário(s)

Seja o primeiro a comentar.