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PF indicia vereador de Sertãozinho por nove crimes

PF concluiu inquérito e encaminhou à Justiça; parlamentar e outros 16 são acusados de tráfico, associação e lavagem de dinheiro, entre outros crimes

| ACidadeON/Ribeirao

Vereador Samuel Sandrin foi levado para a PF em Ribeirão
 

A Polícia Federal concluiu o inquérito da Operação Cartão Vermelho, no início deste mês, e indiciou 17 pessoas por participação num esquema de tráfico de drogas, em Sertãozinho. O vereador Samuel da Silva (PR), conhecido como Sandrin, preso na operação deflagrada há dois meses, está entre os acusados e deverá responder por pelo menos nove crimes.  

Ele e os 16 investigados foram indiciados por tráfico de drogas, associação, financiamento do tráfico, envolvimento de adolescentes, integração de organização criminosa, corrupção de menores, lavagem de dinheiro, agiotagem e falsidade ideológica. Sandrim e outros sete presos devem ter parte dos bens bloqueados.  

Por meio de nota, a Polícia Federal divulgou que seis imóveis, estimados em R$ 2 milhões, foram utilizados pela quadrilha para lavagem de dinheiro. Um contrato de trabalho fictício, com pagamentos que somam R$ 168.333,34 e 52 quilos de cocaína também foram apreendidos.   
 
Afastado do Legislativo

A presidência da Câmara Municipal de Sertãozinho informou que a investigação não tira os direitos políticos de Sandrin até que ele seja condenado. Enquanto isso, o acusado segue afastado do legislativo, sem direito a salário ou substituição do posto. 

"O Regimento Interno lhe faculta requerer licença não remunerada de até 120 dias, bem como se ausentar de 1/3 das sessões ordinárias por legislatura. Mas, até o presente momento o vereador não se licenciou, utilizando-se, portanto, da possibilidade de se ausentar sem remuneração e sem sanção", escreveu, também em nota.  

A assessoria de imprensa do vereador apenas confirmou, na tarde desta quinta-feira (28), a prisão do parlamentar e disse que "os trabalhos do gabinete devem continuar até que a Lei permita".  

Operação Cartão Vermelho  

Deflagrada em outubro de 2017 pela PF, a operação Cartão Vermelho identificou, a principio, 11 pessoas envolvidas com o tráfico de drogas na região e cumpriu os cinco mandados de prisão expedidos pela Justiça em 27 de maio deste ano.  

O vereador Sandrin foi preso na manhã do dia 27 de maio em casa. Houve, ainda, buscas na Câmara Municipal de Sertãozinho devido a sua participação no esquema. Mais 15 mandados de busca e apreensão foram cumpridos, com a participação da Polícia Militar.  

A principal suspeita, divulgada à época pelo delegado federal responsável, Edson de Souza, é que a quadrilha comercializava cocaína e crack em grande quantidade na região, inclusive em Ribeirão Preto.