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Prejuízo na Brinks resultou nos ataques em Cajuru e Frutal, diz delegado

Responsável pela Polícia Civil em 93 cidades da região, João Osinski diz que quadrilha perdeu R$ 1 milhão em planejamento e equipamentos no ataque a Brinks em Ribeirão

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Quadrilha explodiu carro-forte da Protege na rodovia Abrão Assed, próximo a Cajuru nesta quarta-feira (7)  (Foto: Weber Sian / ACidade ON)

Os ataques da manhã desta quarta-feira (7) a um carro-forte na rodovia Abrão Ased, em Cajuru, e na madrugada de quinta-feira (8) a uma agência bancária em Frutal (MG) são consequências da tentativa fracassada de assalto à transportadora de valores Brinks em Ribeirão Preto na semana passada.  

A afirmação é do delegado João Osinski, diretor do Deinter (Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior) 3, responsável pela Polícia Civil de Ribeirão Preto e 92 municípios da região. Ele estima que os criminosos gastaram ao menos R$ 1 milhão no ataque a Brinks do dia 29 de outubro. Na ocasião, eles não conseguiram explodir o cofre e fugiram sem levar nada.  

"Tudo leva a crer que ao menos parte dos integrantes [dos ataques em Frutal e Cajuru] do núcleo de contenção seja o mesmo da Brinks. Utilizam a mesma vestimenta: capacete balístico, roupa preta", disse Osinski, em entrevista ao ACidade ON e rádio CBN.  

O delegado aponta que a quadrilha "perdeu muito dinheiro, arma e equipamentos no planejamento do ataque a Brinks, que são alugados de outros grupos criminosos. Então eles saíram em desespero, sem preparo, no que chamamos de cavalo louco [realizando novos ataques a empresas de valores]".  

Segundo Osinski, isso representa um risco à população. "Estão agindo sem planejamento, na correria. Acaba resultando na morte de policiais e pessoas inocentes. O amadorismo leva a esse tipo de situação, o que nos causa grande preocupação".  

Em ataques a empresas de valores, as quadrilhas planejam a atuação e rota de fuga para evitar mortes de policiais e populares. Assim, se forem pegas, não respondem por homicídio que rende pena superior aos demais crimes.  

No ataque a Cajuru na terça-feira dois policiais foram baleados, mas receberam atendimento e não correm risco de morte. Em Frutal, porém, uma mulher morreu atingida por um tiro de fuzil. Na cidade, dois assaltantes também foram mortes pela polícia.  

Osinski aponta que a compra de uma metralhadora .50, utilizada pelos criminosos na Brinks e no carro-forte de Cajuru, tem poder de fogo suficiente para derrubar um avião e custa R$ 100 mil no mercado clandestino.   

Veja abaixo a galeria de fotos do ataque desta quinta-feira em Frutal:



Cobrança
O delegado cobra mudanças na legislação, com o objetivo de endurecer a pena de quem pratica esse tipo de ação, e também na postura das empresas. "Isso não é mais um simples roubo. São armamentos e táticas de guerra".  

Ele diz que esses ataques contam com "informações privilegiadas" sobre localização de cofres e itinerário de carros-fortes partindo de dentro das empresas.  

"Chama a atenção a fragilidade dessas empresas. Não é possível que a mesma empresa seja vitima varias vezes do mesmo crime. O carro-forte delas não oferece segurança. Esta muito cômodo para elas. Os bandidos ganham porque ficam com o dinheiro. As empresas não perdem porque ficam com o seguro. Está na hora delas assumirem a responsabilidade".  

Veja galeria de fotos do ataque ao carro-forte em Cajuru nesta quarta-feira: