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Prefeito e deputados de Ribeirão estariam entre as vítimas do hacker

Walter Delgati Neto, o Vermelho, preso pela Polícia Federal, ainda teria invadido o aplicativo de mensagem de professores e até de uma juíza

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Nogueira, Baleia e Léo estão entre os nomes alvos do hacker (Foto: Arquivo / ACidade)
 
*TEXTO ATUALIZADO ÀS 17h40 DO DIA 30 DE JULHO DE 2019 

O prefeito de Ribeirão Preto, Duarte Nogueira (PSDB), o deputado federal Baleia Rossi (MDB) e deputado estadual Léo Oliveira (MDB) estão então entre as possíveis vítimas do hacker Walter Delgati Neto, o Vermelho, preso pela Polícia Federal. Professores e até uma juíza também estariam entre os alvos. 
 
Delgatti foi preso em Ribeirão Preto há uma semana (dia 23 de julho) em um prédio na avenida Leão XIII, na zona Leste de Ribeirão Preto. A Polícia Federal chegou até o local após rastrear o endereço de IP (Internet Protocol) que seria o responsável por vazar conversas da cúpula da Lava Jato, incluindo conteúdo que envolve o Ministro da Justiça, Sérgio Moro. 
 
RELEMBRE A CHEGADA DE DELGATTI A BRASÍLIA: 

 
Em Ribeirão Preto

O portal ACidadeON Araraquara, através do editor Cláudio Dias, teve acesso a conteúdos que mostram que Delgati invadiu contas do aplicativo Telegram de mais de uma centena de pessoas. Políticos, jornalistas, esportistas e celebridades encabeçam a lista.  
 
Essas informações foram obtidas através de uma amigo de Delgatti que reside na cidade de Araraquara. Em uma série de prints de tela e mensagens, o hacker se gabava por conseguir acesso às contas do aplicativo de mensagem Telegram de vários famosos.  

Entre os nomes de políticos, há um arquivo com o nome 'Nogueira', que pode ser do prefeito de Ribeirão Preto, Duarte Nogueira.  Outros dois arquivos foram nomeados como 'Baleia Rossi Dep' e 'Léo Dep'. O primeiro seria do deputado federal Baleia Rossi e o segundo do deputado estadual Léo Oliveira. 
 
O ACidade ON entrou em contato com a assessoria dos três políticos no início da manhã desta terça-feira (30). Duarte Nogueira afirmou que usa pouco o Telegram. "Instalei o Telegram em momentos que o WhatsApp deixou de funcionar. Os momentos de uso, portanto, foram raros. Não notei nada fora do comum pelas mesmas razões. Usei pouquíssimas vezes o Telegram", informou o prefeito. 
 
O deputado Léo Oliveira afirmou que utiliza o Telegram. "Uso o aplicativo de mensagens e acho uma falta total de respeito ter a privacidade invadida por criminosos. Mas mantenho a serenidade a consciência tranquila, pois nada de errado encontra-se lá", informou Léo, via assessoria.

O deputado Baleia, através da assessoria, emitiu nota dizendo que espera que "a Polícia Federal conclua seu trabalho de acordo com a lei e de forma transparente". "A população merece todos esclarecimentos", informou. Baleia afirmou que não tinha o hábito de usar o aplicativo Telegram.
 
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Um dos arquivos de Delgatti estava nomeado com 'Juíza Caro Gama RP', que pode ser da juíza Carolina Moreira Gama, responsável pelo Anexo de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher em Ribeirão Preto. 
 
Quem também aparece nesta lista é o nome Samuel Pasquini. Pelo o apurado, trata-se de um advogado e professor universitário de Ribeirão Preto. Outro arquivo está nomeado como 'Carmona USP'. Pode tratar-se de Fábio Carmona, professor da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto. No entanto, o conteúdo pode estar relacionado ao jurista Carlos Alberto Carmona, formado pela USP.
 
Vale ressaltar que Delgatti chegou a cursar Direito na faculdade particular que Pasquini dá aulas e tinha uma carteira falsa de estudante de Medicina da USP (ele dizia ser estudante, mas não era), curso ligado Fábio Carmona. 
 
A juiz Carolina Moreira Gama se manifestou por nota. "Por intermédio da Assessoria de Imprensa do Tribunal de Justiça de São Paulo, a magistrada citada esclarece que há muito não faz uso do Telegram e que, pelo apontado até o momento, o número de seu celular foi citado por constar em agendas alheias. A investigação, que permanece em curso, trará os esclarecimentos necessários", informou.

A reportagem não conseguiu falar com os professores citados no texto. Assim que eles se manifestarem, o texto será atualizado. Em todos os casos citados, não possível saber se o hacker conseguiu obter mensagens da vítima durante a tentativa de invasão.

Print da tela do computador de Delgatti mostra vários nomes que tiveram as contas do Telegram hackeadas (ACidadeON/Araraquara)
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