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Operação para desarticular braço financeiro do PCC inclui Ribeirão

PF cumpriu um mandado de prisão e outro de busca e apreensão nesta sexta (9), no Jardim São José, zona Leste da cidade; suspeita é que grupo movimentou R$ 7 milhões

| ACidadeON/Ribeirao

 

Policiais federais cumpriram mandados na manhã desta sexta-feira (9) (Foto de arquivo: Ricardo Canaveze / ACidade ON)

Uma operação coordenada pela PF (Polícia Federal) para desarticular o braço financeiro da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) cumpriu um mandado de prisão e outro de busca e apreensão em Ribeirão Preto, nesta sexta-feira (9).

A ação, denominada Caixa Forte, combate o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, e ocorre em Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul. A estimativa é que o grupo tenha movimentado ao menos R$ 7 milhões durante o período das investigações.

Segundo a PF, em Ribeirão uma pessoa teria sido presa preventivamente no Jardim São José, na zona Leste. Não foi informado, contudo, o que foi apreendido na cidade.

Todos os mandados foram expedidos pela Vara de Tóxicos de Belo Horizonte. No total são 52 mandados de prisão preventiva, 48 mandados de busca e apreensão, 45 mandados de sequestro de valores e bloqueio de contas bancárias. Seis dos alvos já estavam presos.

Além de Ribeirão, a operação tem desdobramentos em São Paulo (SP), Itaquaquecetuba (SP), Embu das Artes (SP), Uberaba (MG), Conceição da Alagoas (MG), Campo Grande (MS), Corumbá (MS), Curitiba (PR), Londrina (PR), São José dos Pinhais (PR), Almirante Tamandaré (PR), Colombo (PR), Fazenda Rio Grande (PR), Goioerê (PR), Mandirituba (PR), Matinhos (PR), Paranaguá (PR), Pinhais (PR) e Piraquara (PR).

Investigações

A Polícia Federal informou que em novembro de 2018 identificou um núcleo estruturado dentro da facção, denominado "Geral do Progresso", responsável por gerenciar o tráfico de drogas com a distribuição dos entorpecentes e por orquestrar a lavagem de dinheiro obtido por meio da prática de crimes.  

A investigação apurou que contas bancárias de pessoas aparentemente estranhas ao grupo eram cooptadas para ocultar e dissimular a natureza ilícita dos valores movimentados.

Ainda de acordo com o que a investigação levantou, para não despertar autoridades, especialmente do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), os suspeitos utilizariam o método de depósitos fracionados para lavar dinheiro em dezenas de contas.

Foram identificadas 45 contas bancárias, as quais foram bloqueadas e com os valores sequestrados judicialmente.  

A PF descobriu que os números das contas eram enviados por integrantes de outro setor da facção, denominado "Resumo Integrado do Progresso dos Estados e Países", que seria o responsável também pelo recebimento dos comprovantes para a realização da contabilidade geral dos valores movimentados. 

Os presos responderão pelos crimes de tráfico de drogas, participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro, cujas penas podem chegar a 33 anos de prisão.

Uma entrevista coletiva sobre a operação Caixa Forte será concedida às 10h, na Superintendência Regional da PF em Belo Horizonte.

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