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Homem que esfaqueou idosa fugiu do tratamento, diz família

Através do advogado, familiares de Eduardo Liboni se manifestaram dizendo que o rapaz fugiu de Londrina

| ACidadeON/Ribeirao

 

Em depoimento, Eduardo Liboni disse que estaria sendo perseguido (Foto: reprodução/EPTV)

A família do analista de sistemas Eduardo Liboni, de 32 anos, preso há uma semana por esfaquear uma idosa de 65 anos em Ribeirão Preto, informou que ele tinha fugido de Londrina-PR, onde faria um tratamento compulsório para a esquizofrenia.

Em nota publicada através de advogados, a família informou que Eduardo sofre de esquizofrenia paranoide desde os 15 anos e que teve uma piora do quadro clínico no final de 2018.

Foi quando a família tentou buscar a internação compulsória, no entanto, Eduardo fugiu e não informou para onde tinha ido. "Infelizmente, Eduardo, em evidente surto paranoide, cometeu o delito em questão, sem ter qualquer consciência de seus atos", informou a família, por nota (confira no final da reportagem a nota na íntegra).


O caso

Na manhã do dia 28 de dezembro de 2019, uma idosa fazia caminhada na Praça da Bicicleta, na zona Sul de Ribeirão Preto.

Ao passar por um rapaz, ela deu bom dia. Nesse momento, o rapaz fez o ataque, desferindo inúmeras facadas na idosa. Tudo foi registrado por câmeras de segurança (CLIQUE AQUI E ASSISTA).

Durante as investigações, a polícia descobriu que Eduardo tinha hábitos perturbadores. Ele, por exemplo, tirava fotos de mulheres na rua de forma aleatória e posta nas redes sociais (CLIQUE AQUI E VEJA ALGUMAS POSTAGENS).


A idosa

Após o ataque, a idosa passou por várias cirurgias e permanece internada no Centro de Terapia Intensiva (CTI) da Santa Casa de Ribeirão Preto. Ela permanece em estado grave, porém estável. 
 
Já Eduardo permanece preso, sendo que o Ministério Público já apresentou denúncia contra ele (PARA VER MAIS CLIQUE AQUI).


NOTA EMITIDA PELA FAMÍLIA DE EDUARDO

ANGELO APARECIDO SELLA, por seu advogado abaixo mencionado, na figura de pai de Eduardo Liboni Sella, vem esclarecer o seguinte:

Que Eduardo Liboni Sella é portador de esquizofrenia paranoide, sendo tratado desta doença desde os 15 (quinze) anos de idade, aproximadamente, quando foi diagnosticado.

Desde o diagnóstico, a família vem submetendo Eduardo a tratamentos médicos ininterruptos, através de acompanhamento com psicólogos e psiquiatras, fazendo uso de medicamentos controlados, inclusive.

No final do ano de 2018, diante da piora de seu quadro clínico, a família de Eduardo houve por bem em ingressar com pedido de sua internação compulsória perante a Comarca de Londrina/PR, onde residem, entretanto, nesse ínterim o acusado fugiu, estando seus pais, desde então, em busca de seu paradeiro.

Infelizmente, Eduardo, em evidente surto paranoide, cometeu o delito em questão, sem ter qualquer consciência de seus atos, fato que já está provado nos autos com os laudos médicos juntados, bem como será corroborado pela perícia judicial que será realizada durante o processo.

Por fim, insta ressaltar que Eduardo não cometeu o referido delito por preconceito, ódio ou qualquer outra razão ligada ao fato da vítima ser do sexo feminino, nem mesmo por motivo fútil ou cruel, como alega o Ministério Público na denúncia. Pelo contrário, na verdade o acusado não tinha e não tem qualquer consciência de seus atos e de quem seja a vítima, sendo certo que, logo após o delito, quando foi abordado pelas autoridades policiais, estava claramente em surto paranoide.

Desta feita, a defesa discorda da denúncia oferecida pelo MM Promotor de Justiça, e tem certeza de que a perícia comprovará que Eduardo é portador de doença mental, seriamente agravada nos últimos meses, devendo responder pelo ocorrido, nesta situação.

Portanto, Eduardo apresentará a sua defesa no processo após ser devidamente citado, através de seu pai, o qual reafirma que o delito cometido por ele foi uma fatalidade. Por último, a família de Eduardo, na pessoa de seu pai, aproveita a oportunidade para externar sua consternação e profunda tristeza com o ocorrido, solidarizando-se com a vítima, sua família, amigos e população de Ribeirão Preto.

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