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Polícia prende 9 suspeitos de lavar dinheiro do tráfico carioca

Entre os presos em Ribeirão Preto está o empresário Fábio Tadeu Cazarotte e um funcionário dele; investigação aponta que esquema teria movimentado R$ 147 milhões

| ACidadeON/Ribeirao

O empresário Fábio Tadeu Cazarotte foi encontrado em um apartamento na zona Sul (Foto: Reprodução / EPTV)
 

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu nove pessoas nesta quinta-feira (12), em Ribeirão Preto, suspeitas de integrarem um núcleo que atuava na lavagem de dinheiro do tráfico de drogas carioca. Um alvo da 3ª fase da operação Shark Attack é considerado foragido. O esquema teria movimentado R$ 147 milhões.

Um dos presos na ação, que contou com apoio da Polícia Civil de São Paulo, é o empresário do ramo de empreendimentos e construção Fábio Tadeu Cazarotte.  

Ele foi encontrado em um apartamento no Jardim Irajá, zona Sul da cidade, nos primeiros minutos da manhã. Os policiais cercaram todo o prédio, inclusive o acesso da garagem.  

"Não tenho nada com isso, vamos lá ver o que está acontecendo. Não existe isso [suspeita de lavagem de dinheiro]", declarou o empresário, ao sair do residencial com os policiais.  

Os agentes também estiveram em uma chácara dele em Jardinópolis.  

"Você vê o patrimônio que ele começa a adquirir posteriormente, vê que é muito dinheiro que e ele estava começando a lavar. Na verdade, ele criou um núcleo forte. As pessoas ao redor dele que faziam o excesso de lavagem de dinheiro, que atuavam, então eles conseguiam abrir as empresas", disse o delegado do Rio de Janeiro, Marcelo Carregosa.    


'Laranja'

Um funcionário de Cazarotte, Willian Carvalho Caldana, conhecido como Dom, também foi preso durante a operação. Ele é apontado como um laranja do empresário por movimentar contas bancárias.  

Caldana já havia sido preso em maio de 2019.  A investigação apontou que ele seria responsável por lavar dinheiro do tráfico com o casal Cleber Bergamasco e Patrícia Grechi.  

O casal, que também foi preso no ano passado e hoje responde ao processo em liberdade, era dono de uma empresa de eventos, que teria recebido dezenas de depósitos no valor total R$ 3,5 milhões.  

A reportagem não conseguiu ouvir a defesa dos envolvidos. (Com EPTV)  

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