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Preso, Guilherme Longo pede auxílio emergencial do governo

O técnico de informática, acusado de matar o enteado Joaquim Ponte Marques, pode receber até R$ 1.800 do Ministério da Economia

| ACidadeON/Ribeirao

 

Guilherme Longo diz acreditar que mãe de Joaquim é inocente
 

Preso há dois anos na Penitenciária de Tremembé, Guilherme Longo solicitou ao governo o pagamento de R$ 600 oferecido pelo auxílio emergencial. Se aprovado, ele pode receber até R$ 1.800 dos cofres públicos em três pagamentos.  

O detento vai ser julgado em Ribeirão Preto pela morte do menino Joaquim Ponte Marques, de 3 anos, registrada em novembro de 2013. A audiência, no entanto, ainda não foi marcada.  

À época, Guilherme era casado com a mãe da vítima, Natalia Ponte, e teria aplicado uma superdosagem de insulina na criança. Joaquim era diabético e foi encontrado cinco dias depois de desaparecer de casa no Rio Pardo, em Barretos.  

Natalia, que sempre negou envolvimento no caso, mas deve ser julgada pela Justiça por homicídio, também solicitou o benefício. Ela aguarda uma resposta do Ministério da Economia.  

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É legal?  

O advogado e professor de Direto da USP, Daniel Pacheco, explicou à EPTV que o pedido de Guilherme Longo é legal e pode ser aprovado pela União. Isso porque ele ainda não foi condenado pela morte do enteado.  

"À princípio, a pessoa que não tem condenação definitiva é inocente para todos os efeitos. Por isso, tem, sim, direito a todos os benefícios que outro cidadão teria. Essa é uma questão a ser analisada nos requisito para concessão do benefício [...]. O direito penal passa a ter relevância depois da condenação definitiva", explicou em entrevista para o jornal EPTV 1.  

O assunto tornou-se pauta depois que um dos bandidos mais procurados do Brasil, responsável por comandar o maior roubo da história de Ribeirão Preto, recebeu a primeira parcela de R$ 600 do governo.  

Diego Moura Capistrano está foragido desde 2016, quando explodiu o cofre da empresa de valores Prosegur, nos Campos Elíseos, e roubou R$ 21 milhões.

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