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Dupla é investigada por atear fogo em mato ao lado da USP

Polícia Civil abriu inquérito para apurar caso ocorrido no dia 16 de setembro perto de área utilizada como banco genético de pesquisa, que já foi devastada por incêndio

| ACidadeON/Ribeirao

Ação foi flagrada por câmera se segurança (Imagem: Câmera de segurança)
 

A Polícia Civil de Ribeirão Preto abriu um inquérito para investigar um homem e uma mulher suspeitos de atear fogo em uma área com mato na zona Oeste da cidade. A ação foi flagrada perto do campus da USP por um circuito de segurança no dia 16 de setembro, cujas imagens foram obtidas pela CBN Ribeirão. (assista ao vídeo) 

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Uma equipe de vigilância da universidade já monitorava os suspeitos na área conhecida como Morro do Fachin, no bairro Monte Alegre, e conseguiu acionar os brigadistas, que controlaram as chamas antes que se espalhassem ainda mais. Porém, mesmo assim, uma área de vegetação seca de aproximadamente 150 metros quadrados foi consumida. O local fica próximo da área de pesquisa da USP atingida por um grande incêndio, em 2011. (leia mais abaixo)

Pela imagens é possível ver que os suspeitos chegam em um carro e despejam papéis pelo mato. Em seguida, uma fogueira é acessa.    

O delegado responsável pelas investigações, Haroldo Chaud, disse que a dupla alegou em depoimento que o fogo foi acidental. 

"Até pelo bom senso, deveriam saber que não era uma atividade para se fazer o fato de colocar fogo em papeis próximo de uma mata seca. Resta saber se foi doloso [com intenção] ou acidental mesmo", declarou à CBN. A polícia ainda aguarda um parecer o Corpo de Bombeiros e o laudo da Polícia Científica.  


Alerta

O supervisor da Guarda da USP, Adílson Biagi, afirmou que a equipe chegou a orientar a dupla sobre os riscos de um incêndio, mas que o homem e a mulher voltaram e o fogo teve início.  

A promotora do Gaema (Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente), Cláudia Habib, lembrou que a conduta de atear fogo em mato pode gerar punições nas esferas administrativa, civil e criminal. 

"O crime de atear fogo em matas, floresta ou vegetação prevê de dois a quatro anos de prisão", disse em entrevista à CBN.

Em 2011, os biólogos da USP perderam anos de pesquisa em um banco genético destruído pelas chamas em 27 hectares de mata.

Em 2014, dez hectares de mata nativa também foram consumidos pelas chamas, o que causou mais destruição ao meio ambiente. (Com CBN Ribeirão)

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