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Polícia: Extorsões causaram R$ 26 mil em prejuízos a idosos

Duas mulheres foram presas e uma terceira acabou liberada nesta quinta (18), durante a Operação Predadoras, em Ribeirão Preto e cidade da região

| ACidadeON/Ribeirao

 

Suspeitas foram levadas para a sede da DIG (Foto: Andrielly Ferro / Arquivo pessoal)

Idosos vítimas de extorsões investigadas pela Polícia Civil de Ribeirão Preto durante a Operação Predadoras teriam perdido R$ 26 mil nos crimes. Duas mulheres foram presas nesta quinta-feira (19), em Barrinha. Uma terceira suspeita foi detida, mas acabou liberada. 

A delegada Ana Cristina Nucci, da Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais) e 1ª DIG (Delegacia de Investigações Gerais), disse que a quadrilha utilizava máquinas de cartões e também exigia a compra de eletrônicos e eletrodomésticos por idosos do sexo masculino com idades entre 73 anos e 79 anos.  

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Mandados judiciais - de prisão e busca e de apreensão - foram cumpridos também em Jaboticabal.

Segundo a investigação, as vítimas eram abordadas em estacionamento de supermercados e varejões em Ribeirão e região. 

"Ela [uma das mulheres presas] pedia carona, as pessoas ficavam com dó e acabavam dando carona pra ela. Durante o trajeto, ela passava a ameaçar, dizendo que, se as vítimas não comprassem o que ela quisesse ou se as vítimas não transferissem dinheiro para ela, ela ia fazer um escândalo, ia tirar a roupa, ia rasgar a roupa, ia se filmar, ia postar nas redes sociais e dizer que ela tinha sido estuprada", afirmou a delegada. 

De acordo com a delegada da Deic, os crimes começaram a ser praticados em 2018.

"É um crime em que muitas vezes a vítima tem vergonha de procurar a delegacia, muitas vezes tem vergonha de contar para a própria família que foi vítima de um crime dessa natureza. É uma situação muito constrangedora para a vítima. São pessoas idosas, fragilizadas", afirma Ana Cristina.

Com a divulgação do caso, a Polícia Civil espera que outras vítimas sejam identificadas e possam ajudar nas investigações. (Com EPTV) 

Outro lado 

O advogado de defesa das suspeitas presas, Rodrigo Mialichi, afirmou que suas clientes negam a prática do crime.


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