Comércio reabre as portas após toque de recolher no Ribeirão Verde

Estabelecimentos foram fechados na tarde de sexta (22), após morte de homem apontado como chefe do tráfico no bairro

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    • Da reportagem
Matheus Urenha / A Cidade
Manhã de sábado teve comércio aberto, pessoas e carros nas ruas do Ribeirão Verde; clique na imagem para abrir galeria (Foto: Matheus Urenha / A Cidade)

 

Neste sábado (23), pela manhã, o Ribeirão Verde, bairro da zona Leste de Ribeirão Preto, que teve toque de recolher na sexta (22) após a morte de um homem, aparentava normalidade.

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Todos os estabelecimentos da Emydio Rosseto, principal avenida do bairro e próxima ao local em que Diego Rodrigues dos Santos, 30 anos, apontado com um dos chefes do tráfico no bairro, foi morto a tiros, estavam abertos. A circulação dos ônibus também foi normalizada.

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Entretanto, comerciantes que obedeceram ao toque de recolher imposto por traficantes na véspera amargaram prejuízos. A funcionária de um supermercado, que preferiu não se identificar, informou que primeiro um homem de moto passou mandando que os estabelecimentos fossem fechados imediatamente. Depois, outro homem, dessa vez a pé, reforçou a ordem. “Todos nós fechamos e fomos embora. Ninguém permaneceu aberto”. Ela, que trabalha e mora no bairro há 12 anos, afirma nunca ter passado por isso antes. “Foi a primeira vez que vi todo o comércio fechado após um crime”, e lamentou: “ontem, os comerciantes ficaram no prejuízo”.

O sócio de um hortifrúti estima ter perdido R$ 1.000 em vendas, mas disse que preferiu obedecer às ordens do toque de recolher do que sofrer retaliações. “Fechei as portas e fui embora. Só voltei hoje”.

A reportagem esteve no bairro durante uma hora na manhã deste sábado, durante o período a Polícia Militar não foi vista circulando pelas ruas. Questionada sobre novos procedimentos de segurança na região, a PM não respondeu até a conclusão desta reportagem.

O autor dos disparos que mataram Diego ainda não foi identificado. O caso segue sob investigação do Setor de Homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais). (Marina Marzola, com supervisão de Angelo Davanço)


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