A especialista em marketing digital Jéssica Bohadana, que é nascida em Ribeirão Preto, vive a expectativa de ser convocada para combater na guerra entre Israel e o Hamas. Jéssica, que mora no país do oriente médio, é reservista do exército israelense.
Entre 2012 e 2014, Jéssica prestou o serviço militar em Israel, onde vive desde os 15 anos de idade. Ela se mudou para o país por meio de um programa e estudou no colegial por lá. Quando terminou os estudos, Jéssica resolveu continuar no país, se alistar no exército e tirar a cidadania israelense.
O pai dela já havia morado em Israel e lutado em guerras pelo país. “É uma coisa que na minha casa não era tão estranha, porque eu escutava as histórias do meu pai de quando ele estava no exército aqui. Quando eu entrei no exército, eu decidi que queria fazer uma coisa que eu sentisse que estava ajudando o país. Por isso, eu decidi ser combatente”, afirma.
Quando prestou o serviço militar, que é obrigatório para homens e mulheres, Jéssica atuou como combatente em uma unidade na fronteira com Egito. Ela conta que a fronteira com o Egito é mais calma do que a com Faixa de Gaza – local controlado pelo Hamas.
Embora, ela lembre que já enfrentou atentados terroristas. “É para isso que eu vim para Israel. Ninguém me obrigou. Foi por um sentimento meu, como judia israelense de querer ajudar o país, de querer combater os terroristas, de combater crimes e tudo o que possa ameaçar o estado de Israel”, afirma.
Grupo embarcou do Brasil para guerra
Nesta sexta-feira (13), um grupo de 175 israelenses embarcou no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, para ir para Israel e se apresentar ao exército e aos serviços de emergência. O grupo foi escoltado pela Polícia Militar.