Vacinação

Ribeirão aplicou 58 mil vacinas de lotes suspensos pela Anvisa

No último sábado (4), a Anvisa suspendeu a utilização de 25 lotes da CoronaVac; Butantan alerta que medida não deve causar pânico

| ACidadeON/Ribeirao -

Lotes da Coronavac foram suspensos pela Anvisa (Foto: Denny Cesare/Código 19)
 
A Prefeitura de Ribeirão Preto confirmou, nesta segunda-feira (6), que utilizou vacinas de dois lotes da CoronaVac que foram suspensos pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), no último sábado (4).  

Segundo o município, o governo estadual enviou 65,4 mil doses de imunizantes que pertencem a esses lotes e a secretaria da Saúde aplicou 58 mil doses na população. O restante ficou em estoque na Central de Vacinas.  

As vacinas são referentes aos lotes J202106031 e H202106042, recebidos entre julho e agosto.  

A prefeitura informou que aguarda orientações do PEI (Plano Estadual de Imunização), do governo estadual e do ministério da Saúde para fazer acompanhar as pessoas vacinadas com esses lotes.  

O município ainda informou que não haverá prejuízo aos moradores e que dará continuidade às ações de vacinação em todas as unidades de saúde de Ribeirão Preto.  

O caso
 
A Anvisa suspendeu, de forma cautelar, no último sábado (4), suspendeu 25 lotes da vacina CoronaVac. A Sinovac, laboratório chinês parceiro do Instituto Butantan, promoveu alteração no processo de envase do imunizante e essa alteração ainda não foi aprovada pela agência brasileira.  

O que diz o Butantan?
 
O Instituto Butantan informou que a medida da Anvisa não deve causar pânico. O órgão ressaltou, em nota, que foi o responsável por informar a Anvisa sobre a situação "por compromisso com a transparência e por extrema precaução". De acordo com o Butantan, as doses recebidas foram testadas e são seguras para a população - veja a íntegra da nota abaixo.  

LOTES IMPACTADOS  

Lotes já distribuídos (12.113.934 doses):
 
IB: 202107101H, 202107102H, 202107103H, 202107104H, 202108108H, 202108109H, 202108110H, 202108111H, 202108112H, 202108113H, 202108114H, 202108115H, 202108116H e L202106038.
SES/SP: J202106025, J202106029, J202106030, J202106031, J202106032, J202106033, H202106042, H202106043, H202106044, J202106039, L202106048.  

CONFIRA ABAIXO A NOTA DO INSTITUTO BUTANTAN NA ÍNTEGRA:
 
O Butantan esclarece que a medida da Anvisa não deve causar alarmismo. Foi o próprio Instituto que, por compromisso com a transparência e por extrema precaução, comunicou o fato à agência, após atestar a qualidade das doses recebidas. Isso garante que os imunizantes são seguros para a população.  

O Instituto Butantan encaminhou à Anvisa há 15 dias toda a documentação necessária para a certificação do processo de produção em que foram feitas essas doses. Por isso, tem convicção que ela será concedida em breve. Caso necessário, pode complementar a solicitação com mais dados, inclusive da Sinovac, caso a agência julgue necessário.  

A vacina do Butantan é o imunizante mais seguro à disposição do Programa Nacional de Imunizações (PNI), por causa da sua plataforma de vírus inativado.  

Todos os lotes liberados pelo instituto estão de posse do Ministério da Saúde, como firmado em contrato. Reafirmamos, no entanto, que todas as doses que saíram da unidade fabril estão atestadas pelo rigoroso controle de qualidade do Butantan.  

Informa, ainda, que 6 milhões de doses da vacina do Butantan, que fazem parte de um lote de 12 milhões de imunizantes formuladas no site fabril da zona oeste de SP, aguardavam liberação da Anvisa. Na última quinta-feira (2), o órgão regulatório liberou e as mesmas foram expedidas na sexta-feira (3).  

Esse pedido de liberação ao órgão regulatório aconteceu por uma mudança em uma das etapas do processo de formulação da vacina, que pode ocorrer no decorrer da fabricação. A fábrica onde é feita a formulação e o envase da CoronaVac são todas certificadas pela Anvisa, desde o final de 2020.  

O Butantan convida a cúpula da Anvisa para voltar a conhecer as instalações das fábricas da Sinovac, na China, e reforça o seu compromisso com a saúde pública, que é comprovado ao longo de seus 120 anos de história.

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