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Ministério da Saúde deixa de recomendar vacinação de adolescentes

Ribeirão Preto já vacinou mais de 33 mil adolescentes contra covid-19; ministério da Saúde diz que imunização deve ser restrita

| ACidadeON/Ribeirao -

 

Foto: Divulgação

O ministério da Saúde voltou atrás e publicou nota técnica em que não recomenda a vacinação contra covid-19 em adolescentes com idades entre 12 e 17 anos. Em Ribeirão Preto, mais de 33,8 mil jovens já haviam sido imunizados até o início desta semana - mais de 60% da população nesta faixa etária.  

A nota foi publicada no site do Governo Federal e informa que o imunizante deve ser aplicado apenas em adolescentes que apresentam alguma deficiência permanente, comorbidades ou que estejam privados de liberdade.  

No País, apenas a vacina Cominarty, desenvolvida pela Pfizer, foi autorizada para uso em pessoas com menos de 18 anos. Na nota, o ministério diz que a vacinação nesse grupo não é recomendada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) antes da imunização de pessoas mais velhas, além de afirmar que a maioria dos adolescentes sem comorbidades acometidos com a covid-19 não apresentam sintomas.  

A pasta ainda disse que "os benefícios da vacinação em adolescentes sem comorbidades ainda não estão claramente definidos". Contudo, reforça que os eventos adversos graves, por conta da vacinação contra covid-19, são raros.  

Na nota técnica o ministério da Saúde afirmou que poderá revisar as recomendações com base em dados de segurança e na evolução das evidências científicas.  

Por meio de nota, a secretaria da Saúde de Ribeirão Preto disse que, até o momento, não recebeu nenhuma orientação do ministério da Saúde e da secretaria da Saúde do Estado de São Paulo sobre a situação. 
 
Estado de SP critica 
 
Em comunicado, o Governo de São Paulo lamentou a decisão do ministério da Saúde e disse que a recomendação vai na contramão de autoridades sanitárias de outros países. "A medida cria insegurança e causa apreensão em milhões de adolescentes e famílias que esperam ver os seus filhos imunizados, além de professores que convivem com eles", disse.  

O governo estadual ainda afirma que três a cada dez adolescentes que morreram com covid-19 em São Paulo não tinham comorbidades. Este grupo responde ainda por 6,5% dos casos e já foram imunizadas 2,4 milhões de pessoas.  

"Infelizmente, e mais uma vez, as diretrizes do Programa Nacional de Imunização do ministério da Saúde chegaram com atraso e descompassadas com a realidade dos estados, que em sua maioria já estão com a vacinação em curso", disse.


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