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Questão de prioridade

Número de casos de violência doméstica tem subido a cada ano, assombrando a vida de mulheres no país; Confira a coluna da jornalista Sandra Lambert

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Jornalista Sandra Lambert, chefe de redação das rádios CBN Ribeirão e Araraquara (Foto: Weber Sian / ACidade ON)


A violência doméstica assombra a vida de muitas mulheres em todo o país. O pedido de medidas protetivas tem subido a cada ano. Só no ano passado, no Estado de São Paulo, foram mais de 63 mil registros.  

Os depoimentos chocantes das vítimas são relatados nos boletins de ocorrência e também na imprensa. A rádio CBN Ribeirão ouviu depoimentos de quem convive com o medo, sofre consequências físicas e psicológicas, como de quem se tranca em casa para tentar se proteger do agressor.  

Aqui na cidade, além da Delegacia da Mulher, também existe um suporte da Guarda Civil Municipal com a viatura "Maria da Penha". Há cerca de oito meses ela atende as vítimas de violência doméstica. As mulheres também podem contar com um abrigo, caso precise sair de casa e não tenha para onde ir.  

Nesta semana, a Polícia Militar passou a dar prioridade nos atendimentos deste tipo de crime. O Programa recebeu o nome da Cabo Leandra Dias, em referência a policial militar morta pelo ex companheiro, em outubro do ano passado, em Mairiporã. Paralelamente a esta iniciativa de atendimento, o Anexo de Violência Doméstica do Fórum de Ribeirão Preto lançou o Projeto Olhar que reverte a prisão de condenados, em regime semi-aberto, em cursos de comunicação não violenta e terapias.  

Os objetivos são de dar condições e suporte para tentar restaurar os agressores para que não voltem a cometer o mesmo crime. É uma maneira de trabalhar com a prevenção e evitar que casos de violência doméstica cheguem ao extremo ou dependam apenas da punição judicial. É sabido que os processo demoram para serem julgados por causas do respeito aos prazos legais e produção de provas.  

Esta rede de proteção se faz necessária. Só em Ribeirão Preto tramitam na justiça seis mil casos de violência doméstica. Soma de agressões que aconteceram nos últimos dois anos. É um número realmente assustador, mas tímido perto do levantamento publicado pelo portal de notícias G1, no Dia Internacional da Mulher. Ele revelou que uma mulher é morta no país a cada duas horas. Em 2018 foram 1.173 casos de feminicídio. Este assunto também precisa ter prioridade na discussões políticas e sociais. Afinal todos acabam sendo afetados por esta violência, direta ou indiretamente.

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