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Hilário Bocchi: Novos rumos da Previdência

Prefiro enfrentar esta questão tendo como ponto de partida o futuro dela. É assim que deve pensar um Estadista

| ACidadeON/Ribeirao

O empreendedor social Hilário Bocchi Júnior traz novidades para o trabalhador exercer sua cidadania com plenitude, visando a integração social e diminuição das desigualdades

A sociedade é dinâmica em constante transformação. Os valores e os princípios a todo momento são colocados à prova. 

A ordem social entra em colapso quando há um desequilíbrio e a bola da vez é a previdência. Alguém tem que intervir e a certar a direção que toda sociedade vai seguir. Este alguém é o Estado.  

A Previdência está desequilibrada?  

Não há um consenso sobre o desequilíbrio da Previdência: se ela é ou não deficitária. A cada hora aparece uma conta diferente.  

Não gosto de debater a Previdência partindo desta dúvida. Prefiro enfrentar esta questão tendo como ponto de partida o futuro dela. É assim que deve pensar um Estadista.  

Ninguém discute que a Previdência terá problemas no futuro. Então se está desequilibrada ou não, considerando a dinâmica social, ela precisa sempre ter seu rumo ajustado.  

Números não mentem  

Discutir números é complicado. Vamos analisar esses aspectos pela simples percepção.  

As famílias do passado tinham muitos filhos. Hoje têm poucos ou não tem. Em alguns casos substituem pessoas por animais e os tratam como se fossem da família. O próprio conceito de família está em transformação.  

As mulheres passaram a ser protagonistas no mercado de trabalho e, além de ter poucos filhos, estão retardando a maternidade.  

O fato é que taxa de reposição humana no Brasil é de 1,8 filhos por casal. Então temos menos pessoas nascendo, nascendo mais tarde e mais pessoas envelhecendo e vivendo mais. Vai faltar quem contribua para manter as aposentadorias. Alguma dúvida nisso?  

A reforma é necessária  

A reforma tem que ser feita e não tenho nenhuma dúvida de que será feita, mas não pode ser tão rigorosa a ponto de resolver o problema econômico do país e ao mesmo tempo criar um problema social.  

O rumo que está sendo desenhado é o de um caminho para o abismo: as pessoas se aposentarão com valores menores e mais tarde. Enquanto não recebem nada ou quase nada, não têm emprego.  

Sem emprego, nem aposentadoria, criaremos uma nação com uma legião de zumbis, de mortos-vivos com o pires na mão pedindo esmola para quem também não tem para dar.  

Soluções  

A solução, além do respeito ao direito adquirido, o que não está sendo questionado, seria a introdução de regras de transição menos rigorosas, aperto nas contas públicas e fim de privilégios.  

Eu fiz alguns cálculos e cheguei a algumas conclusões. Um homem com 54 anos de idade ou uma mulher com 48 anos que iriam se aposentar daqui 5 anos, por exemplo, só irão se aposentar por idade. São mais 11 ou 12 anos ao invés de 5.  

Isso não parece digno se considerarmos que essas pessoas começaram a trabalhar cedo, irão se aposentar tarde, e principalmente, só terão esta vida para viver.  
 

Palestra gratuita no Ribeirão Shopping  

Estarei no próximo dia 14/05, às 14 horas no Centro de Convenções do Ribeirão Shopping para falar sobre este assunto: OS NOVOS RUMOS DA PREVIDÊNCIA  

A entrada é Grátis e as inscrições serão feitas no dia do evento a partir das 13:00 hs.  

Você é meu convidado, compareça. 


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