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Previdência ou providência?

Penso que existe uma oportunidade para as empresas angariarem pontos junto aos colaboradores, considerando a implantação de uma Previdência Privada

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José Eduardo Fernandes é mestre em Educação da FAAP Ribeirão Preto (Foto: Divulgação)
Apesar de ser uma pergunta simples, talvez a resposta não seja tão simplista.

Estamos acompanhando nos últimos meses a tramitação da Reforma da Previdência na Câmara dos Deputados e no Senado. Sabemos que é motivo de muitas discussões, visto que o tema é polêmico e afetará a vida de milhões de trabalhadores.

Quase sempre pergunto aos meus alunos: "Quem aqui tem curso de datilografia?". Quando alguns, poucos ultimamente, levantam a mão, eu digo: "vocês, provavelmente, ainda se aposentarão pelo INSS." Quanto aos outros, o tempo dirá.

Não vou entrar na ceara de apoiar ou discordar da Reforma, pois não quero transformar nosso artigo em campo de polêmicas políticas (pelo menos não hoje), mas quero trazer esse assunto para, talvez, sinalizar às empresas algo que seja interessante.

Até aqui entra a parte da Previdência. Agora quero falar da Providência. E não estamos falando da providência divina, mas, sim, da providência das empresas.

Penso que existe uma boa oportunidade para as empresas angariarem pontos junto aos seus colaboradores, considerando a possibilidade de implantação de uma Previdência Privada, como benefício adicional. O modelo e a forma, cada uma pode avaliar de acordo com a sua realidade e possibilidade financeira, mas o mais importante é a viabilidade de oferecer aos seus colaboradores um benefício que, penso eu, daqui para frente será cada vez mais valorizado.

Por mais que as novas gerações já estejam sendo educadas para investir no mercado financeiro, a previdência privada não deixa de ser um forte atrativo, inclusive na retenção dos talentos já existentes na empresa.

Em um mercado cada vez mais competitivo por mão-de-obra qualificada, todo e qualquer instrumento que possa ajudar as empresas a reter seus talentos é estratégico. Por outro lado, para o colaborador, fica a certeza de que a empresa também está olhando e ajudando a resguardar uma aposentadoria digna.

Ou seja, no melhor trocadilho das palavras, a previdência (privada) pode ser uma boa providência (não divina) que trará bons frutos para ambos os lados.

Pensem nisso.


*José Eduardo Fernandes é mestre em Educação, professor da FAAP Ribeirão Preto e gestor de Recursos Humanos

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