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Os 5 passos para a falência

Quando falamos em falência, falamos da impossibilidade de pagamento das dívidas adquiridas

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Eliseu Hernandesz D'Oliveira, assessor de investimento da Blue Trade (Foto: Weber Sian / ACidade ON
  
Os 5 passos para a falência 

Quando falamos em falência, falamos da impossibilidade de pagamento das dívidas adquiridas. Esse estado retrata a péssima situação monetária pessoal. Há muitas facetas envolvidas na avaliação da saúde financeira, dentre as quais inclui-se a quantidade de dinheiro guardado, o quanto dele está reservado para a aposentadoria e o quanto de sua renda você gasta em despesas fixas ou não discricionárias, etc. A inteligência e sabedoria
no manejo dos recursos a sua disposição estão diretamente envolvidas no bem estar da sua vida financeira. Não importa o quão rico você seja e o patrimônio que você tenha, você irá a falência se seguir esses passos abaixo.  

1º passo: Não ter educação financeira. O analfabetismo financeiro afeta todas as idades e todos os níveis sócio econômicos. A falta de conhecimento financeiro faz com que muitas pessoas se tornem vítimas de empréstimos predatórios, financiamentos "vitalícios", fraudes e altas taxas de juros. Faz com que nem mesmo se saiba como escolher com sabedoria coisas do dia a dia, como por exemplo, estabelecer se é melhor alugar ou comprar algo,
dividir ou pagar a vista, entre outros. Essas decisões impactam diretamente o fluxo financeiro ao longo da vida. 

2º passo: Não acreditar em um orçamento. Orçamento é o processo de predeterminar onde e para que cada porção da sua renda será destinada. É a alocação de uma quantia específica de dinheiro para cada gasto em um mês. Esta é uma das principais razões pelas quais as pessoas estão falidas, vão falir ou se matam de trabalhar. Não acreditam em um orçamento, não conhecem seus padrões de gastos e provavelmente não sabem para onde
vai o seu dinheiro até o final do mês. As vezes nem sabem o quanto ganham ou o quanto do que ganham é realmente delas (não consideram impostos, por exemplo). Vivem de salário em salário. E esse padrão as levará a falência cedo ou tarde. 

3º passo: Ser consumista. Em época de Black Friday é essencial falar sobre isso, afinal muitos esticam ao máximo seus orçamentos para poderem aproveitar "ofertas". Alguns fazem verdadeiros malabarismos, muitas vezes endividando-se gravemente para consumir. Uma pesquisa feita pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostra, por exemplo, que quase 80% dos
consumidores vivem no limite do orçamento, sem nem ao menos ter uma reserva de emergência. Em outra pesquisa essas instituições levantaram que mais de 60 milhões de brasileiros são inadimplentes. E como assessor de investimentos já me deparei, ao longo dos anos, com diversas pessoas que ganham salários altíssimos, sem reserva financeira ou até mesmo endividadas. 

4º passo: Não investir inteligentemente (acredite, caderneta de poupança não é investimento!). Investir é uma ótima maneira de ganhar dinheiro e proteger seu patrimônio. No entanto, nem todos são especialistas. Podem ser grandes fazedores de dinheiro (money makers), mas talento para investir com sabedoria não é inerente à todos. Investir emocionalmente é o mesmo que apostar em jogos de azar. Por precaução, podem ter até 
um assessor à disposição, mas a responsabilidade da decisão final é de cada um. Como eu falei na coluna passada, quanto mais conhecimento sobre o assunto você tiver, mais confiança, discernimento e sabedoria terá para buscar melhores e mais rentáveis alternativas. 

5º passo: Não pensar no longo prazo . Não é sua imaginação, o mundo está ficando mais rápido. Os ciclos de vida da tecnologia são cada vez mais curtos. Se você não quebrar o telefone, a bateria começará a se esgotar rapidamente após o segundo aniversário. O longo prazo agora é visto como 1 ano, não mais dez ou quinze. Queremos resultados imediatos em todas as áreas da vida, inclusive na financeira. Isso faz com que busquemos esquemas piramidais (lembram da Telexfree?), criptomoedas (sem entender nada sobre o assunto), clubes virtuais e day trading (nada contra, mas têm muitos aventureiros perdendo dinheiro na bolsa de valores assim). Faz, também, que não poupemos para projetos futuros, sejam eles comprar um imóvel, trocar de carro, viajar ou aposentar.  Por fim vale ressaltar que não existe bola de cristal, mágica ou sorte que faça a riqueza cair no colo das pessoas. Existem claro as exceções de quem ganha na loteria ou herda fortunas, mas mesmo nesses casos, se seguir esses passos, certamente obterá sucesso em chegar a falência. 

 
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A importância do conhecimento financeiro na hora de investir

 

*Eliseu Hernandez D'Oliveira é assessor de investimento da Blue Trade, formado em economia pelo Instituto Insper e mestre em economia pela Universidade de Brasília

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