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Diversificação é a alma do negócio

No mercado financeiro de hoje, um portfólio de investimentos bem montado é vital para o sucesso de qualquer investidor

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Eliseu Hernandez D'Oliveira, assessor de investimento da Blue Trade (Foto: Weber Sian / ACidade ON

No mercado financeiro de hoje, um portfólio de investimentos bem montado é vital para o sucesso de qualquer investidor. Como investidor individual, você precisa saber como determinar uma alocação de ativos que melhor se adapte às suas metas de investimento pessoal, estrutura financeira e tolerância a riscos. Em outras palavras, sua carteira de ativos deve atender às suas futuras necessidades de capital e proporcionar tranqüilidade ao fazê-lo. No geral, uma carteira bem diversificada é sua melhor aposta para o crescimento consistente dos seus investimentos a longo prazo.

Determinar sua situação financeira e objetivos individuais é a primeira tarefa na construção de um portfólio. Os itens importantes a serem considerados são a idade e quanto tempo você tem para aumentar seus investimentos, bem como a quantidade de capital para investir e as necessidades futuras de renda. Um recém formado, solteiro de 22 anos, que está começando sua carreira, precisa de uma estratégia de investimento diferente da de um casado de 55 anos que espera ajudar a pagar pela educação universitária de um filho e se aposentar na próxima década.

Um segundo fator a considerar é a sua tolerância ao risco. Você está disposto a arriscar a perda potencial de algum dinheiro pela possibilidade de maiores retornos? Todos gostariam de obter altos retornos ano após ano, mas se você não consegue dormir à noite quando seus investimentos diminuem a curto prazo, as chances são de que os altos retornos desses tipos de ativos não valem o estresse.

Esclarecer sua situação atual, suas necessidades futuras de capital e sua tolerância a riscos determinarão como seus investimentos devem ser alocados entre diferentes classes de ativos. A possibilidade de maiores retornos ocorre às custas de um maior risco de perdas (um princípio conhecido como relação de risco / retorno).

Você não quer eliminar o risco, mas otimizá-lo para sua situação e estilo de vida individuais. Por exemplo, um jovem que não precisará depender de seus investimentos para obter renda pode se arriscar a correr maiores riscos na busca por altos retornos. Por outro lado, uma pessoa que está se aproximando da aposentadoria precisa se concentrar na proteção de seus ativos e na obtenção de renda desses ativos de maneira eficiente fiscalmente.

O principal objetivo de um portfólio conservador é proteger seu valor real (inclusive contra inflação). Uma alocação com 10-15% em um fundo emergencial, com 70-75% em títulos de renda fixa e com 10-20% em renda variável é considerada conservadora, porém traria renda dos títulos e também proporcionaria algum potencial de crescimento de capital a longo prazo com o investimento em ativos de alta qualidade.

Por outro lado, uma alocação 50-95% em renda variável; 5% em fundo emergencial e o restante, se sobrar, em títulos de renda fixa é agressiva. O principal objetivo de uma carteira diversificada nessas proporções é buscar retornos expressivos, suportando grandes riscos e oscilações de curto prazo.

Em geral, quanto mais risco você suportar, mais agressivo será seu portfólio, dedicando uma parcela maior a ações e menos títulos de renda fixa. Por outro lado, quanto menos risco você puder assumir, mais conservador será o seu portfólio. Durante todo o processo de construção do portfólio, é vital que você se lembre de manter sua diversificação acima de tudo.

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