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Investimento: Antes de tudo, segurança

Inicialmente, é prudente formar um volume de capital de segurança suficiente para cobrir eventos inesperados

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Eliseu Hernandez D'Oliveira, assessor de investimento da Blue Trade (Foto: Weber Sian / ACidade ON

Ao entrar no mercado financeiro, há sempre a questão de por onde começar, o que fazer para não perder dinheiro, como proteger o estilo de vida e preservar o patrimônio de certos riscos.

Inicialmente, é prudente formar um volume de capital de segurança suficiente para cobrir eventos inesperados que podem ocorrer e que demandem recursos financeiros. É o famoso fundo emergencial ou colchão de liquidez.

O objetivo do fundo é melhorar a segurança financeira e reduzir a necessidade de utilizar investimentos que estejam em renda variável e de fazer dívidas com juros altos, como cartões de crédito e cheque especial.

O investidor, antes de mais nada, deve estabelecer essa reserva de emergência cujo objetivo é ser uma fonte de ativos prontamente disponíveis para ajudar a lidar com dilemas financeiros que por ventura possam surgir.

Reserva essa que deve ser grande o bastante para cobrir as despesas básicas de vida. Isso permitirá que o investidor aguente tempestades inesperadas, incluindo reparos domésticos surpresa, desemprego repentino, contas médicas, etc.

No mínimo, seu fundo de emergência deve ser suficiente para cobrir até seis meses de todas as despesas da casa. Porém, há planejadores financeiros que recomendam reservar o equivalente a 12 meses de despesa total mensal. O que deve incluir pagamentos de financiamento imobiliário, custos de convênio, contas de serviços públicos, dispensa, pagamentos fixos (financiamento de veículo, pagamentos de empréstimos e similares), cafezinho, pão de queijo e pagamentos de cartões de crédito.

Para exemplificar melhor vamos colocar em números: uma família com despesas totais de R$ 5 mil por mês precisaria reservar pelo menos R$ 30 mil para lidar com encargos financeiros inesperados.

Os recursos geralmente devem ser mantidos na forma de ativos de alta liquidez e extremamente seguros, como fundos referenciados DI, Tesouro Selic ou emissão bancária protegida pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Esses veículos permitem acesso rápido ao dinheiro para pagar despesas durante uma situação de emergência.

Os indivíduos devem considerar a construção de um fundo de emergência antes de se aventurarem em alternativas de investimento mais voláteis, como ações e fundos imobiliários. Enquanto os últimos oferecem maior potencial de crescimento a longo prazo do que a reserva emergencial, seu valor pode diminuir repentinamente no caso de uma desaceleração econômica (ou um vírus na China). Se for momento de crise, em que você precisa resgatá-los - e as pessoas tendem a, por exemplo, perder o emprego em uma crise financeira -, poderá perder mais valor do que precisa. Um fundo de emergência protege seu portfólio de investimentos contra esse risco.

Tendo em mente que uma emergência pode acontecer mais cedo ou mais tarde, um fundo de emergência deve ser economizado para passar os tempos econômicos difíceis, quando não há renda suficiente para pagar todas as despesas necessárias. Investir não é apenas arriscar. Faz parte do planejamento financeiro a segurança do seu padrão de vida, mesmo em momentos difíceis. 
 
 
*Eliseu Hernandez D'Oliveira é assessor de investimento da Blue Trade, formado em economia pelo Instituto Insper e mestre em economia pela Universidade de Brasília


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