Inadimplência cresce em Ribeirão Preto e contraria tendência do país

Alta é de 1,3% em março na comparação com fevereiro, segundo dados divulgados pelo Boa Vista SCPC

    • ACidadeON/Ribeirao
    • Da reportagem

Aumento da inadimplência foi mostrada em pesquisa do SCPC (Foto: Matheus Urenha / A Cidade - 23.dez.2017)
 

A inadimplência do consumidor de Ribeirão Preto aumentou 1,3% em março, em comparação com fevereiro, segundo o Indicador de Registros de Inadimplentes do relatório Indicadores Econômicos Regionais de Inadimplência e Recuperação de Crédito do Consumidor, divulgado pelo Boa Vista SCPC.  

No resultado acumulado, a inadimplência avançou 1,2%, enquanto na variação interanual (que compara com o mesmo mês do ano anterior) a alta foi de 3,3%.  

A recuperação de crédito do consumidor, por sua vez, subiu 0,6% em março em relação a fevereiro. No resultado acumulado, a recuperação avançou 4,2%, enquanto na variação interanual o indicador aumentou 0,4%.  

"O resultado surpreende por mostrar que o registro de inadimplentes cresceu na região, na contramão do observado nacionalmente. Os dados de atividade, emprego e crédito em Ribeirão Preto não estão tão distantes do restante do estado e do País. O emprego, inclusive, tem mostrado sinais de aceleração na Região Metropolitana, o que aparentemente é contraditório com um aumento na inadimplência", analisa Gabriel Couto, economista do Núcleo de Inteligência da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp).  

"Adicionalmente, assim como o registro de inadimplentes, a recuperação do crédito também cresceu mais aqui do que no restante do Brasil. Como estes são dados de fluxo, é natural que haja alguma alta com a retomada das vendas", explica.  

Segundo ele, outro fator a ser considerado é que a combinação, aumento no registro de inadimplentes mais o aumento na recuperação do crédito, na prática, pode representar estabilidade ou até queda da inadimplência.  

"As regiões mais próximas, como Araraquara, São Carlos e Franca, também mostram comportamento semelhante, indicando que não é um fator específico de Ribeirão. Em suma, o período atual ainda é de grande incerteza e retomada inicial da economia", finaliza Couto. 


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