Copa do Mundo já movimenta comércio do Centro de Ribeirão Preto

Lojas oferecem artigos a partir de R$ 1; capacete porta-latas, vuvuzelas são as apostas na cidade

    • ACidadeON/Ribeirao
    • Ricardo Canaveze

Vendedora mostra bandeira do Brasil em loja de Ribeirão (Foto: Ricardo Canaveze / ACidade ON)
 

A venda de artigos da Copa do Mundo já movimenta o comércio em Ribeirão Preto. Comerciantes da cidade esperam vender ao menos 10% a mais na Copa da Rússia em relação ao Mundial de 2014, aquele mesmo que não traz boas lembranças aos brasileiros por causa do fatídico 7 a 1 para a Alemanha na semifinal da competição.  

Um capacete que comporta latinhas com bebida da preferência do usuário e uma corneta marítima potente para comemorar os gols do Brasil são as apostas nas lojas da cidade. Além, é claro, dos tradicionais produtos como as bandeiras, camisetas e chapéus em verde-amarelo (veja os produtos na galeria de fotos).  

A gerente Marcela Gui, de 31 anos, que atua em uma loja na região central de Ribeirão Preto, diz que o movimento já é maior por causa da Copa da Rússia.  

"Compramos produtos para os primeiros jogos e vamos esperar o desempenho da nossa seleção. Podemos adquirir mais, caso o Brasil passe da primeira fase", afirma a gerente, que espera movimento até 15% maior em vendas nesta Copa.  

O capacete porta-latas é vendido no estabelecimento a R$ 25. Já as camisetas variam de R$ 25 a R$ 45 e as vuvuzelas podem ser encontradas entre R$ 3,50 a R$ 30.  

Marcela Gui disse que ontem a loja fechou uma venda de R$ 350 para uma empresa da cidade, que adquiriu adereços para decoração com motivos da Copa.  

"Temos artigos de festa junina como opções para vincular com a Copa. Dá pra juntar as duas festas", conta.    


Depende da nossa seleção

Outras lojas na região central da cidade também já estão no clima de Copa do Mundo. Porém, numa delas, a gerente Marcela Partata, 25, avisa que trabalha com mais cautela e optou por não fazer grandes investimentos no estoque.  

"O principal motivo é a sazonalidade. Se a seleção não passar das etapas, para de vender. Aí, tenho que embalar o produto e guardar por quatro anos. Para não correr risco como em 2014, de ficar com muito produto gerando custo de estoque, apenas complementamos nosso estoque para atingir a expectativa de venda", explica.  

Marcela Partata lembra que em 2002, quando o Brasil conquistou o Penta, todo o estoque de produtos da loja foi vendido.  

"Depende do nosso time de futebol. Se nossos jogadores estiverem com vontade de ganhar, vendemos tudo que tem no estoque. Se for para a final, vende até santo", conta.  

A partir de R$ 1 já dá para adquirir uma bandeirinha na loja. A mais cara chega a R$ 25. A corneta marítima custa R$ 29,90. Também há opção de R$ 1,50.  

Os chapéus vão R$ 1,95 a R$ 35 e a fantasia para criança custa R$ 69,90.  

Economia

A economista Rosalinda Chedian Pimentel acredita em uma alta um pouco mais modesta nas vendas para a Copa, entre 5% a 10%.  "Temos incertezas econômica, política e social, e o orçamento está limitado com escassez de renda", pondera.  

Para a economista, o consumidor deve ficar atento à variação de preço e ao uso do cartão de crédito.  "Tem que perguntar se é essencial e se tem capacidade de compra. Fazer dívidas não é uma boa opção", alerta.   

A gerente de loja Marcela Partata brinca com pelúcias de Alemanha e Brasil: rivalidade (Foto: Ricardo Canaveze / ACidade ON)


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