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Economia

Comércio sente eliminação do Brasil na Copa

Lojas fazem promoções para desovar artigos, mas há estabelecimentos que já recolheram produtos das prateleiras

| ACidadeON/Ribeirao

Ficou para a próxima Copa: Felipe Rubens Pereira da Silva mostra parte do estoque de artigos do Brasil encalhados em loja do Centro de Ribeirão (Foto: Weber Sian / A Cidade)
Não foram apenas os torcedores que lamentaram a eliminação do Brasil na Copa do Mundo as vendas de produtos que remetem à Seleção praticamente caíram a zero desde o último sábado (7), no comércio de Ribeirão.  

Para tentar atrair consumidores afugentados desde a derrota da Seleção, comerciantes estão investindo em promoções de até 60% nos produtos com motivos da Copa. E existem lojas que retiraram os artigos das prateleiras já no dia seguinte ao da eliminação (leia mais abaixo).  

Gerente do Bazar dos Armarinhos, Felipe Rubens Pereira da Silva lembra que a loja vendia, em média, 350 itens por dia, entre bandeiras, chapéus e buzinas, até a última sexta-feira (6), dia do derradeiro jogo do Brasil na competição.   

"Hoje [ontem] até agora não vendemos nadinha do Brasil. Se a Seleção continuasse na competição, nos ajudaria bastante", declarou.  

O gerente conta que no sábado (7), um dia após a derrota, a loja ainda conseguiu vender cerca de 30 bandeiras. A reportagem esteve ontem no estabelecimento comercial às 10h30, uma hora e meia após sua abertura, às 9h.  

Para tentar desovar o estoque, o jeito foi fazer promoções. Desde sábado (7), o preço dos chapéus, por exemplo, foi reduzido de R$ 25 para R$ 10 na loja localizada na rua Duque de Caxias, entre a Álvares Cabral e a Amador Bueno - redução de 60%.   

Buzinas custavam R$ 3,50 e agora podem ser compradas a R$ 2,75. O preço das tintas faciais caiu de R$ 7 para R$ 6,50, e o das camisetas infantis, de R$ 17,90 para R$ 9,90.

Estoque cheio  

Com a paradeira nas vendas, Felipe Rubens contabiliza mais de 2 mil produtos com motivos do Brasil guardados em estoque.   

"O que sobrar vamos ter de guardar para a próxima Copa do Mundo", concluiu.
Mas pode ser que a Copa América, que será realizada no Brasil entre junho e julho de 2019, antecipe a ajuda ao comércio. 

Após derrota, loja retira produtos 

Uma loja de utensílios domésticos localizada na rua Álvares Cabral, entre a São Sebastião e a Américo Brasiliense, no Centro, achou melhor recolher os artigos com motivos do Brasil na Copa do Mundo no último sábado (7).   

Ontem pela manhã, só faltava retirar as quase 30 bandeiras penduradas por toda a loja. "Hoje (ontem) veio um estrangeiro e comprou uma bandeira do Brasil. E só.", declarou Raimundo Nonato Lizardo Gomes, gerente das Lojas Econômica.   

Ele lembra que o recorde foi a venda de 400 itens da Copa em um só dia, no sábado anterior à estreia do Brasil, em 17 de junho. Após a derrota da seleção, ficou um estoque remanescente de 700 itens nas duas lojas da rede em Ribeirão Preto. 
 
Vendedor se veste de Brasil 

O vendedor Araguacy Monteiro Nogueira de Sá, 54, curtiu sua folga na manhã de ontem e chamou atenção enquanto tomava um refrigerante na tradicional esquina da Única.   

Filho de militar, ele recobria suas roupas com a bandeira do Brasil, justamente um dos itens encalhados nas lojas após a eliminação da seleção na Copa do Mundo na última sexta-feira (6).   

"Independentemente da derrota, temos que ser patriotas. Já temos cinco Copas. Mais importante que a vitória na Copa do Mundo está a melhoria na saúde, na segurança, na condição das estradas, dos portos e aeroportos, além de salários mais dignos para o povo", defendeu Araguacy.

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