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Economia

Confira a coluna do professor e economista Vicente Golfeto

O especialista aponta que a quantidade de patentes do Brasil é típica de países atrasados e subdesenvolvidos

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Vicente Golfeto, colunista do ACidade ON (Foto: Mastrangelo Reino / Arquivo A Cidade)

O Brasil é um país que tem indicador relativo à quantidade de patentes típico de país atrasado, subdesenvolvido mesmo. Tem melhorado o nível de pesquisa feita em universidades, sobretudo públicas com papers publicados em revistas internacionais de qualidade. Mas a quantidade de patentes continua sendo muito pequena. Como tem aumentado o número de doutores, pergunta-se: "por que tantos doutores e tão poucas patentes?". Em primeiro lugar, porque patente é meta de empresa embora no mundo todo não sejam poucos os setores estatais (empresas públicas e universidades) que também registram relativo sucesso nesta área. 

Um mantra da Física nos diz que "só conhecemos aquilo que podemos medir". Lideranças universitárias, políticas e empresariais começam a tomar consciência de que a ciência tem sido componente cada vez mais importante para uma sociedade ter controle sobre seu próprio destino. Sabemos também que liderar é bater metas constantemente. É o mundo universitário que fixa os limites da ciência. Mas é preciso que se saiba que ela, a ciência, foi (e continua sendo) construída por quem ultrapassa estes limites.
 
A longevidade profissional está ligada diretamente à capacidade de a pessoa reinventar-se e inventar seu próprio futuro. No que toca às empresas, também. O segredo do Estado de São Paulo, sobretudo a partir das duas derrotas que sofreu perdendo as revoluções políticas de 1930 e de 1932, foi a criação do IPT e da USP cujo lema diz tudo "scientia vinces". Traduzindo: "vencerás pela ciência". E venceu. Mas somente continuará vencendo se prosseguir na liderança de transformação desta ciência em tecnologia.

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