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Bolsa de Valores fecha acima de 93 mil pontos, em novo recorde

O dólar caiu ante real, cotado a R$ 3,6890, no menor patamar desde 26 de outubro, véspera da eleição de Jair Bolsonaro

| ACidadeON/Ribeirao

Bolsa mais uma vez apresentou alta nesta quarta-feira (9) (Foto: Pixabay)
A Bolsa brasileira fechou em alta de mais de 1% nesta quarta-feira (9), acima dos 93 mil pontos pela primeira vez na história, embalada por notícias de reforma da Previdência mais dura e pelo otimismo de um acordo comercial entre Estados Unidos e China. O dólar recuou abaixo de R$ 3,70.  

O Ibovespa, principal índice acionário do país, ganhou 1,72%, a 93.613 pontos. O giro financeiro foi de R$ 16,5 bilhões. Desde a virada do ano, a Bolsa vem enfileirando recordes.  

No pregão desta quarta, o índice é puxado pela valorização da Petrobras e da Vale, assim como papéis de concessionárias de rodovias, após o governo anunciar estudo para mudar o modelo de licitação de estradas.  

Investidores locais estão otimistas com as notícias sobre a reforma da Previdência sob o governo Bolsonaro, porque consideram os termos mais abrangentes que o discutido sob o mandato de Michel Temer. Paulo Guedes, ministro da Economia, defendeu que o primeiro projeto já incluirá os termos para o regime de capitalização da Previdência.  

"O foco na reforma da Previdência, assim como a busca de uma reforma mais abrangente, é positivo e bem recebido pelo mercado, mas o presidente ainda não viu a proposta ou bateu o martelo sobre o tema e mudanças ainda podem ocorrer, o que poderia suavizar a proposta antes da mesma ser enviada ao congresso", escreveu a XP em relatório.  

A visão é compartilhada por Victor Candido, economista-chefe da Guide, também considera que os termos apresentados para a reforma até agora são bons, mas podem indicar espaço para desidratação futura.  

Candido considera, porém, que o sinal é positivo, mas não seria suficiente para sustentar o mercado caso o exterior estivesse negativo.  

O dia foi de otimismo disseminado no exterior com o fim da rodada de negociações e o anúncio, para breve, do que foi discutido entre Estados Unidos e China. Os dois países travam uma guerra comercial e o risco de recrudescimento da disputa havia deixado investidores receosos de uma desaceleração maior da economia global.  

O possível acordo dá ânimos às Bolsas globais. As Bolsas europeias e asiáticas fecharam em alta, mesma direção seguida pelos principais índices americanos no final do pregão. O petróleo do tipo Brent subia acima de US$ 61 o barril, maior patamar em um mês.  

O dólar caiu ante real, cotado a R$ 3,6890, no menor patamar desde 26 de outubro, véspera da eleição de Jair Bolsonaro (PSL). O dia foi favorável a emergentes: de 24 moedas desses países, 23 se valorizaram ante o dólar. O real é a segunda maior valorização do dia.  

A moeda americana já havia fechado quando foi divulgada a ata da reunião do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA), realizada em dezembro. O documento mostrou que os membros do BC americano defenderam paciência com altas adicionais de juros e mostrou que a decisão não foi unânime.  

Desde que o BC americano elevou os juros, conforme esperado, os mercados reagiram de forma negativa porque entenderam que havia pouca preocupação com os impactos de altas adicionais sobre a economia americana e a desaceleração global.  

A ata, somada à fala do presidente do Fed, Jerome Powell, indica agora a investidores que os membros do Fed estão, sim, preocupados e que podem se dar ao luxo de esperar antes de promover novas altas de juros.

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