Aguarde...

ACidadeON Ribeirão Preto

Ribeirão Preto
mín. 20ºC máx. 36ºC

Economia

Caixa corta juros no crédito imobiliário e vai renegociar dívidas

Mutirão inclui imóveis do Minha Casa, Minha Vida; segundo o banco, 2,3 milhões de clientes ou 600 mil famílias têm parcelas da casa própria atrasadas

| FOLHAPRESS

Renegociação inclui contratos do Programa Minha Casa, Minha Vida (Divulgação)
 

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A Caixa Econômica Federal vai cortar juros no crédito imobiliário e oferecer novas alternativas para renegociação de financiamento habitacional em atraso, em mutirão que inclui imóveis do Minha Casa, Minha Vida, anunciou o banco público nesta quarta-feira (5). 

As reduções de taxas ocorrem tanto no SFH (Sistema Financeiro de Habitação), para imóveis até R$ 1,5 milhão e que permite o uso do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), quanto no SFI (Sistema Financeiro Imobiliário), para aqueles acima desse valor e sem a possibilidade de uso do Fundo.No SFH, a taxa para clientes com conta na Caixa caiu de TR (Taxa Referencial, hoje zerada) + 8,75% para TR + 8,5%. No SFI, a redução foi de TR + 9,75% para TR + 8,5%, também para correntistas do banco.  

Ambas começam a valer a partir de segunda (10). A taxa Selic está em 6,5% ao ano."A grande mensagem aqui é que estamos igualando o funding, seja da classe média ou da classe com um pouco mais de poder aquisitivo. A partir da classe mais baixa de renda, a taxa é igual para todo mundo, seja renda média ou renda um pouco superior", afirmou Pedro Guimarães, presidente do banco, em coletiva.  

"Tiramos a distorção entre classe do SFH, de média renda, para uma classe média um pouco mais alta."O banco também prevê oferecer a futuros clientes a tabela Price no financiamento imobiliário. Essa opção reduz em até 15% a parcela inicial do financiamento, mas mantém os valores das prestações iguais ao longo do empréstimo.  

Na tabela SAC, usa pela Caixa, a primeira prestação era mais elevada, mas o valor ia diminuindo durante o financiamento.Nas próximas semanas, a Caixa vai detalhar uma nova modalidade de crédito, na qual os juros serão atrelados ao IPCA (índice oficial de preços), e não à TR, como ocorre hoje, indicou Guimarães. 

A ideia é facilitar a venda dessa carteira de crédito pela securitização desses empréstimos. Com um indexador como o IPCA, os bancos podem fazer o hedge (proteção) comprando títulos públicos atrelados ao IPCA. No caso da TR, não há um título federal que use essa taxa como indexador, explicou Guimarães.O banco ainda decidiu ampliar as formas de renegociação de financiamento imobiliário atrasado.  

Cerca de 600 mil famílias, ou 2,3 milhões de clientes, poderão regularizar o imóvel atrasado, segundo estimativas do banco.Ao contrário do que fez com o crédito comercial, em que a campanha de renegociação vai durar 90 dias, o banco não estabeleceu prazo para encerrar o mutirão de dívida habitacional. 

A Caixa espera recuperar R$ 1 bilhão com a regularização, de um universo de R$ 10,1 bilhões de dívidas em atraso de 5,2 milhões de contratos ativos -entre eles, do programa Minha Casa, Minha Vida, embora o banco não detalhe o número total desses imóveis na renegociação. 

Ao quitar as pendências, defende, essas pessoas voltam a consumir –em um momento em que o governo precisa de uma ajuda para a retomada da economia, após o PIB (Produto Interno Bruto) recuar 0,2% no primeiro trimestre do ano. 

"O objetivo é ajudar as pessoas a evitarem a perda das casas, ajudar as pessoas que estão com desequilíbrio temporário financeiro, a pessoa perdeu o emprego, a fazer um esforço e tentar resolver isso ao longo do tempo, e também gerar um benefício para a sociedade brasileira, porque ao normalizar isso o máximo possível, a gente consegue ter uma volta de consumo seja para a economia, seja para a Caixa." 

Entre as opções oferecidas está a de pagar à vista uma entrada e incorporar as parcelas atrasadas em prestações a vencer. Também poderão usar o saldo do FGTS para quitar até três prestações atrasadas, ou mudar a data de vencimento das prestações –algo que o banco não permite hoje.O banco quer também dispensar do pagamento de juros e multa cerca de 51 mil famílias com atraso superior a 180 dias, se elas pagarem uma prestação de entrada. Segundo Guimarães, o benefício será aplicado aos casos em que juros e multa somem quase o valor de uma prestação.  

Renegociação

Na semana passada, a Caixa anunciou um programa de renegociação que deixava de fora débitos com garantia, como crédito habitacional. O banco também exige que o cliente tenha em mãos o dinheiro para pagar o valor acertado com o banco. A ideia é recuperar R$ 1 bilhão.Essas dívidas têm valor entre R$ 50 e R$ 5 milhões. São 2,629 milhões de pessoas físicas e 319.960 pessoas jurídicas.  

O banco vai oferecer desconto de 40% a 90% –o médio deve ficar em torno de 86%. O valor vai ser definido a partir do perfil do cliente –faixas com mais dificuldade de quitar a dívida receberão abatimento maior.A renegociação pode ser feita pelo site da Caixa ou pelo site www.negociardividas.caixa.gov.br. O banco disponibilizou ainda um número de telefone (0800 726 8068, opção 8). Também será possível negociar em agências da Caixa, pelo Twitter (twitter.com/caixa) ou pelo messenger do Facebook (facebook.com/caixa). 

O banco vai consultar o cliente para saber qual a melhor forma de enviar o boleto.

Comentários

"O site não se responsabiliza pela opinião dos autores. Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do ACidade ON. Serão vetados os comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. ACidade ON poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios deste aviso."

Facebook

Cadastrados

Nome (obrigatório)
Email (obrigatório)
Comentário (obrigatório)
0 comentários

Mais do ACidade ON