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Economia

Índice de inadimplência no SCPC cai 7,5% em Ribeirão Preto

Apesar do recuo, especialista diz que os dados representam uma economia retraída e ainda pouco confiante na cidade; entenda

| ACidadeON/Ribeirao

Foto: divulgação/pixabay
 

Em setembro deste ano, Ribeirão Preto registrou queda de 7,5% no índice de inadimplência do SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), em relação ao mesmo mês de 2018. De agosto para o último período analisado, os dados também caíram, mesmo que minimamente.  

De acordo com um levantamento divulgado nesta quarta-feira (30) pela Boa Vista, a redução foi de 0,6% em 30 dias na cidade. Os dados são elaborados a partir de novos registros de dívidas vencidas e não pagas, cadastradas no banco de dados da instituição.  

O economista Vitor França explica, no entanto, que o resultado da pesquisa não garante boas perspectivas de retomada do mercado de crédito e estabilização da economia - pelo contrário.  

Na opinião do especialista, os números sugerem uma atividade de consumo mais retraída e cautelosa da população, ainda impactada pelo cenário de desemprego expressivo.  

Outra parte do estudo, que analisa exclusões de registros informados à Boa Vista pelas empresas credoras, reforça essa interpretação: a tabela (veja abaixo) mostra que a recuperação também caiu em todos os períodos analisados. De setembro de 2018 para o de 2019, a média foi -5,8% no município.  

"O desemprego muito alto leva as pessoas a evitarem novas dívidas. Normalmente, cortam gastos, deixam as coisas mais em ordem e não se endividam. Isso acaba refletindo positivamente nos indicadores de inadimplência, mas, se a economia estivesse bem, a recuperação também tenderia a crescer. A verdade é que o mercado apresenta pouco dinamismo", aponta.  
 
Para reverter esse panorama, França diz que medidas de curto ciclo, como a liberação de parte do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), podem ajudar a dar mais fôlego e recursos à economia de Ribeirão, mas o ideal seria que mais vagas de emprego fossem abertas. 
 
"Se não tivermos uma economia voltando a entrar nos eixos e gerando empregos, essa iniciativa vai perder efeito rapidamente, assim como ocorreu em 2017. Aquela injeção de dinheiro foi importante para reaquecer a economia, mas o efeito dela foi temporário. Precisamos, agora, de compradores mais ativos e confiantes não só em Ribeirão, mas no País todo", finaliza o economista.  
 
Confira os dados da pesquisa abaixo:   

Foto: Reprodução/Boa Vista

Foto: reprodução/Boa Vista


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