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Sem previsão de queda, preço da carne assusta consumidores

O aumento de 35% para alguns cortes de primeira e segunda não agradou os moradores de Ribeirão Preto; não há previsão de queda

| ACidadeON/Ribeirao

 

Alguns cortes aumentaram 35% no último mês (Foto: divulgação/Pixabay)
 

Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, concedida nesta quinta-feira (29) a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou que o preço da carne não deve voltar à média anterior em todo o Brasil. O motivo, segundo ela, é a alta das exportações para a China e a valorização do produto.  

Quem sofre, enquanto isso, é o consumidor. Nos mercados e açougues de Ribeirão Preto, os valores de alguns cortes foram reajustados em até 35% no último mês.  

A variação elevou o quilo do contra filé para R$ 40 e do colchão duro para R$ 30 em alguns estabelecimentos da cidade na contramão da inflação oficial, que só vem caindo.  

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), a prévia de novembro foi 0,14% superior a de outubro, mas 0,19% inferior à registrada no mesmo período de 2018. Esse é o menor resultado para o penúltimo mês do ano desde 1998.  

"Isso não faz sentido. Esses dias até brinquei com a minha filha, falei: seu bife vai ser só para dar um cheirinho na marmita. Ela começou a rir, mas é verdade. Não tem condições", contou a dona de casa Joana Darc Guirão.  

A declaração foi dada em um supermercado na última quarta-feira (28), um dia antes de a ministra relacionar, ainda, a falta de reajuste nos últimos três anos ao preço elevado da carne vermelha neste final de ano.  

"Além de o Brasil abrir as exportações, temos de lembrar que o boi tinha um preço represado há três anos. O pecuarista estava tendo prejuízo nesse período", completou à Folha.  

Mais aumentos  

Além da carne vermelha, a Petrobras reajustou em 4% o preço da gasolina na última quarta-feira (27) em sua refinaria e manteve os valores repassados ao óleo diesel até o momento.  

O aumento vale para o combustível vendido nas refinarias aos distribuidores, ou seja, os postos de gasolina. O valor final que o motorista pagará para abastecer o carro dependerá de cada posto. (Com Agência Brasil)


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