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Economia

Covid-19: Vendas de produtos de limpeza e bebidas aumentam

Supermercados de Ribeirão Preto registraram crescimento de até 100% em determinados produtos e alta no movimento

| ACidadeON/Ribeirao

 

 

Com o início da pandemia do novo coronavírus (covid-19), é fato que as pessoas tiveram de adaptar alguns hábitos e desenvolver comportamentos diferentes em função das medidas de proteção. Um deles foi a compra multiplicada de produtos de limpeza.  

De acordo com José Sarrassini, diretor comercial da Rede Savegnago, a procura por desinfetantes e papel higiênico em Ribeirão Preto cresceu mais do que 100% nos últimos quatro meses. Por alimentos refinados também.  

"As mudanças de hábitos vieram justamente pelas coisas que ocorreram depois. Passou-se a cozinhar muito mais em casa e o consumidor começou a comprar massas importadas, molhos, arroz arbóreo e chocolates", explica.  

Outra categoria que está com a comercialização em alta é a de vinho, espumantes e destilados. A explicação mais provável, ainda de acordo com Serrassini, é o fechamento dos bares e restaurantes - ficaram 5 meses fechados em Ribeirão. 
 


Antonio Norberto Noventa, gerente comercial da rede de supermercados Grick, diz, ainda, que a movimentação das categorias citadas acima ocorreu por camadas, com mais procura por álcool em gel e água sanitária nos primeiros meses de isolamento social.  

"Desde então, o mercado vem se movimentando. As cervejas entraram nessa busca, além dos vinhos nessa época mais fria do ano, queijos e etc. A demanda foi forte e o mercado ainda está bastante demandado por conta dessa mudança nos hábitos de consumo", completa Noventa.  

Questionados sobre os próximos meses, o gerente comercial acredita que os consumidores tendem a equilibrar novamente os padrões de compra. O desempenho comercial durante a quarentena, no entanto, foi um surpresa positiva para muitos fornecedores.  

"Em um primeiro momento, a indústria até imaginou que as vendas pudessem diminuir e houve uma escassez de produtos determinados. Isso provocou a competitividade forte de preços, porém, estamos nos adaptando. Quando tudo voltar ao normal, o equilíbrio virá", finaliza.

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