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economia

Especialista projeta queda no preço do etanol em Ribeirão Preto

Segundo Flávio Navarro, do Sinbracom, o aumento do valor do biocombustível que chegou a casa de R$ 5 o litro, fez reduzir o consumo e elevar os estoques das usinas

| ACidadeON/Ribeirao -

 

Preço do Etanol deve cair nos postos de Ribeirão, diz especialista - (Foto: Amanda Rocha)

O diretor do Sinbracom (Sindicato Brasileiro das Distribuidoras de Combustíveis), Flávio Navarro disse nesta segunda-feira (6) em entrevista à rádio CBN Ribeirão que o preço do etanol tende a cair na região de Ribeirão Preto por causa da baixa procura pelo biocombustível. 

A explicação é que muitos motoristas têm optado em abastecer com gasolina depois que o litro do etanol chegou a casa dos R$ 5, o dobro do valor registrado no mesmo período do ano passado. 

Quem deixou para abastecer o carro nesta segunda-feira (6) notou a diferença em alguns postos de Ribeirão, onde o litro do etanol é comercializado a R$ 4,70, uma diferença de até R$ 0,30.

"É aquela velha lei da oferta e procura. A procura baixou, o preço baixou [também]. Justamente porque as usinas ficaram com estoques elevados e diminuíram os preços para a revenda. A gente tem esse cenário hoje aqui na nossa região de Ribeirão Preto", explica Navarro.  

Atualmente, o setor sucroalcooleiro está na fase de entressafra, período de pausa para a renovação dos canaviais. A próxima safra da cana-de-açucar 2022/2023 está prevista para iniciar em abril do ano que vem. 

Gasolina e Diesel

O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste domingo (5) em Brasília que 'provavelmente' a Petrobras vai baixar o preço dos combustíveis nesta semana. 

O anúncio foi com base no valor internacional do petróleo. Desde o último reajuste da Petrobras, a cotação internacional da commodity caiu 18,7%, o que abriria espaço para valores mais atrativos aos consumidores.

Entretanto, em nota enviada a imprensa, a Estatal declarou nesta segunda (6), que não há nenhuma decisão tomada sobre os novos reajustes nos preços dos combustíveis: 

"A Petrobras monitora continuamente os mercados, o que compreende, dentre outros procedimentos, a análise diária do comportamento de nossos preços relativamente às cotações internacionais. A Petrobras não antecipa decisões de reajuste e reforça que não há nenhuma decisão tomada por seu Grupo Executivo de Mercado e Preços (GEMP) que ainda não tenha sido anunciada ao mercado", diz um trecho do comunicado.  

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