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Economia

Quem sonha com a casa própria tem nova opção de crédito

Programa para uso do FGTS estima ter mais de 520 mil clientes potenciais em todo o País

| ACidade ON

O Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) liberou no final de abril R$ 2,5 bilhões para a formação de um novo modelo de financiamento para a compra de um imóvel.

O programa ficará sob a regulamentação do Banco do Brasil, que afirmou, em comunicado, que o sistema “Pró-Cotista” contará com a cobrança de uma das taxas de juros mais flexíveis do mercado imobiliário brasileiro, menos de 10% ao ano.

Os idealizadores dessa nova Linha de Crédito esperam contar com a adesão de algo em torno de 524 mil pessoas interessadas em fazer parte do programa, visando adquirir um novo imóvel.

De acordo com o diretor da Hugo Engenharia, Hilton Hugo da Silva Fabbri, esse tipo de medida pode trazer benefícios para os compradores. Segundo ele, o serviço terá um sistema de controle bastante eficaz.

“Esse tipo de coisa é sempre muito saudável, entretanto, vale ressaltar que essa linha especifica está atrelada à quantidade de contribuições feitas pelos cotistas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), o que acaba filtrando um pouco os possíveis contemplados. Mesmo assim, é uma opção a mais para as pessoas com esse tipo de perfil”, opina.

Para a gerente comercial e de marketing da construtora Stéfani Nogueira, Fernanda Hakim Trad Defendi, quem oferece os produtos também pode sair ganhando com a criação desse novo projeto. “Sem dúvida, esse tipo de programa vai colaborar com o mercado, visto que a recém-formada linha de financiamento entra em vigor após a entrega da unidade. Portanto, saber que existe uma linha e que o produto que está sendo lançado poderá ser quitado no banco motiva as incorporadoras”, garante.

Arte / A Cidade

 

Análise>>>É preciso avaliar a necessidade do financiamento

"Ao tomar um financiamento é preciso, em primeiro lugar, verificar a necessidade do mesmo. Por exemplo, se for comprar algum bem de consumo, será que ele é mesmo necessário neste momento? Se for para investimento, é preciso analisar com cuidado as perspectivas do mercado e realizar uma estimativa do retorno do investimento e do seu risco, para chegar à conclusão se o financiamento realmente vale a pena, já que, em relação aos financiamentos para o consumo, as taxas de juros costumam ser extremamente elevadas.”

Luciano Nakabashi, professor da Faculdade de Economia e Administração da USP Ribeirão

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