Ribeirão Preto perde 1.854 postos de trabalho em um ano

Somente no mês de setembro, cidade perdeu 316 vagas de emprego; construção civil foi o setor que mais demitiu

    • ACidadeON/Ribeirao
    • Da reportagem

Cristiano Pavini

 

Ribeirão Preto fechou 316 postos de trabalho no mês de setembro, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Levantamento do Ministério do Trabalho aponta que apesar das 6.541 vagas de emprego criadas no período, 6.857 pessoas foram desligadas de seus postos de serviço, o que significa uma variação negativa de 0,15% (316 vagas). Uma média de 10 demissões por dia. No acumulado dos últimos 12 meses, 1.854 vagas foram fechadas na cidade.

A construção civil foi o setor que mais demitiu, registrando um saldo negativo de 1.252 vagas no ano.
Em seguida, no ranking das demissões, vem o setor de indústria de transformação, com a perda de 759 postos.

Para o economista José Rita Moreira, o ano de 2017 foi bastante instável para a geração de empregos. Tendo alguns meses com saldo positivo, mas a maioria com saldo negativo de postos de trabalho.

Segundo ele, esse comportamento significa que as empresas estão reduzindo custos para se manter lucrativas, o que não quer dizer que estejam vendendo menos.

Sobre o fechamento de vagas na construção civil, o especialista diz que o segmento atingiu um momento de venda dos empreendimentos, quando os imóveis devem ser comercializados. Com isso, não faz sentido manter os trabalhadores nos postos de trabalho já que novas construções estão surgindo menos.

O economista esclarece que fechar postos de trabalho não resulta necessariamente em pessoas desempregadas. Pois, muita gente está migrando para o empreendedorismo e abrindo seu próprio negócio.

Moreira é otimista e informa que, para 2018, é esperada uma retomada expressiva da economia. “Estamos vivendo um momento de ajuste pós crise com bons sinais de um aquecimento econômico. Se os sinais se mantiveram, o próximo ano será, economicamente, melhor que este”. (Marina Marzola, com supervisão de Rita Magalhães)


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