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Economia

Saiba como economizar na compra de material escolar

Pesquisar o preço dos produtos, comprar com antecedência e listar só o que precisa estão entre as dicas para conseguir o melhor

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Matheus Urenha / A Cidade
Pais compram material escolar para os filhos; veja mais fotos na galeria (Fotos: Matheus Urenha / A Cidade)

 

Todo início de ano vem recheado de contas extras como IPVA e IPTU, que causam sufoco no orçamento das famílias. Se não bastassem os tradicionais impostos, os pais possuem uma preocupação a mais: a compra do material escolar.

E para não começar 2018 endividado, a principal dica é pesquisar bastante os preços e não deixar a compra para a última hora. Isso porque, quem compra antecipadamente pode garantir descontos e facilidades no pagamento.

Segundo o coordenador do MBA em Gestão Financeira da Fundação Getulio Vargas (FGV) Ricardo Teixeira, planejar a compra do material escolar ajuda a reduzir as despesas com esse item.

“A velha sugestão de pesquisar preços é sempre atual. O consumidor deve fazer uma lista do que precisa comprar para não se render a impulsos consumistas. Também é recomendável juntar todo o material escolar do ano anterior e ver a possibilidade de reutilizá-lo”, diz.

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E foi exatamente isso que a enfermeira Dayane Andrez, de 29 anos, fez antes de comprar a lista de materiais da filha Lorenza, de 10 anos, na última quarta-feira. “Antes de vir à papelaria, já risquei o que ela tem. A Lorenza reaproveita tudo o que dá e só compro o necessário.”

A enfermeira decidiu antecipar as compras para evitar transtornos. “Quero entregar os materiais na data certa, encontrar todos os itens e a preços melhores, e ainda evitar filas.”

De acordo com Benedito José Caturelli, proprietário da Mec-Toca, o movimento na papelaria já está grande. Segundo ele, a maioria dos pais procura adiantar as compras para evitar filas, encontrar todos os produtos e pelos melhores preços. “Isso porque, na segunda quinzena de janeiro pode ser que alguns itens tenham aumento”, diz.

Caturelli frisa que os pais que deixarem a compra dos materiais para a última hora, com certeza, enfrentarão filas e podem ter dificuldade de encontrar alguns itens, já que a indústria não faz reposição.


Procon recomenda pesquisa de preços

Para Feres Junqueira Najm, chefe de divisão e gerenciamento do Procon de Ribeirão Preto, a principal orientação é fazer pesquisa e cotação em diversos estabelecimentos da cidade, já que há diferença de preços. Pesquisa do Procon-SP em Ribeirão Preto, em 2017, apontou diferença de até 600% para um mesmo produto.

A dona de casa Rita Soares, de 41 anos, fez pesquisa em diversos estabelecimentos antes de comprar a lista de material dos filhos de 13 e 9 anos. “Assim, acho que garanti uma economia de mais de R$ 150, pois encontrei grandes diferenças de preços entre os estabelecimentos”, frisa.

Além da pesquisa, o Procon-SP orienta que antes de ir às compras, é bom verificar quais dos produtos da lista de material o consumidor já possui em casa e, ainda, se estão em condição de uso. “Promover a troca de livros didáticos entre alunos que cursam séries diferentes  também garante economia e reaproveitamento de recursos”, afirma.Pesquisa


O que não deve constar na lista

O chefe de divisão e gerenciamento do Procon de Ribeirão Preto, Feres Junqueira Najm, lembra ainda que, na lista de material, as escolas não podem exigir a aquisição de material de uso coletivo e higiene pessoal, por exemplo. (veja a lista completa no infográfico)

De acordo com a Lei 12.886/2013 não pode ser incluso na lista materiais de uso coletivo, higiene e limpeza ou taxas para suprir despesas com água, luz, telefone, impressão e fotocópia.

A escola também não pode exigir que os pais comprem o material no próprio estabelecimento e nem determinar marcas e locais de compra, somente quando o material didático utilizado for apostilas.

Também é considerada abusiva a cobrança da taxa de material escolar sem a apresentação de uma
lista.

A escola é obrigada a informar quais itens devem ser adquiridos. A opção entre comprar os produtos solicitados ou pagar pelo pacote oferecido pela instituição de ensino é sempre do consumidor.

Taxa

“As escolas até podem ter a taxa de material escolar, desde que os pais não sejam obrigados a pagá-la. Se o pai quiser comprar os materiais, a escola deverá fornecer a lista”, diz Najm.



7 dicas de ouro para economizar na compra

1. Reutilize - Antes de ir à papelaria, verifique os itens que foram usados no ano passado. Os que estiverem em bom estado podem ser reutilizados. Estojo, tesoura e dicionário, por exemplo, normalmente duram bastante.

2. Bazar - Organizar um bazar de trocas de artigos escolares em bom estado entre amigos ou vizinhos, por exemplo, também é uma alternativa para gastar menos.

3. Pesquise - Compare marcas e estabelecimentos e fique atento, principalmente, aos preços dos livros didáticos, que costumam pesar mais no bolso. Pode valer a pena comprá-los diretamente da editora.

4. Sebos - Outra opção para a compra de livros é pesquisar em sebos, inclusive pela internet. Costuma ser bem mais barato.

5. Grupos - Para economizar um pouco mais, a dica é reunir um grupo de pais para ir às compras, pois no atacado é sempre mais barato.

6. Personagens - Evite artigos sofisticados, com características de brinquedo, ou com personagens infantis licenciados. Além de mais caros, eles podem distrair a atenção da criança na aula.

7. Crianças - Na hora da compra, deixe as crianças em casa. A chance de gastar mais com elas presentes na escolha dos produtos é maior.
 

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