Aguarde...

ACidadeON Ribeirão Preto

Ribeirão Preto
mín. 20ºC máx. 36ºC

Economia

Apesar de balanço negativo, vendas do comércio evoluíram em 2017

Pesquisa anual Movimento do Comércio realizada pelo Sincovarp mostra que varejo de Ribeirão Preto registrou queda de -1,13%

| ACidadeON/Ribeirao

 

 

 

Comércio de Ribeirão Preto (foto: F.L.Piton / A Cidade)
 

 

 

 

Assim como em 2016, o comércio de Ribeirão Preto iniciou o ano passado com sucessivas quedas nas vendas no comparativo mensal, ano a ano. No segundo semestre, os números ficaram positivos por três meses. Mas, isso não foi suficiente para reverter o resultado negativo do ano, de 1,13%, na comparação com 2016.  

É o que aponta a pesquisa Movimento do Comércio, realizada pelo Sindicato do Comércio Varejista de Ribeirão Preto e Região (Sincovarp), divulgada nesta quarta-feira (7).  

"O melhor resultado registrado no ano passado foi em agosto, com aumento médio de 1,13%. Já o pior foi observado em outubro, com queda de 2,68%", explica Marcelo Bosi Rodrigues, economista responsável pelo estudo.  

Setorial  

No que se refere aos setores, nem todos fecharam o ano com queda. Este é o caso de Vestuário, que contou com o melhor resultado de 2017, com aumento médio de 2,07, em relação a 201; e Calçados (1,22%).  

As quedas foram lideradas por Livraria/Papelaria (4,15%), Cine/Foto (3,40%), Presentes (2,42%), Ótica (1,43%), Móveis (1,37%), Tecidos/Enxoval (0,45%) e Eletrodomésticos (0,20%).  

Segundo Rodrigues, é importante observar que os dois segmentos que tiveram resultados positivos são os mais representativos do comércio. "Eles detêm o maior número de estabelecimentos, esse fato contribuiu para que a média geral não fosse mais acentuada", diz. "Outro setor que chama a atenção é o de Eletrodomésticos. Foi identificada uma boa recuperação no final do ano, ficando muito próximo do positivo e esboçando tendência de crescimento para 2018", observa. 

Emprego  

Em relação ao emprego, embora a média geral tenha sido negativa, a redução do número de postos de trabalho em 2017 foi relativamente pequena, na ordem de 0,28%. 

"Esse resultado aponta uma manutenção dos quadros funcionais por parte das empresas. O ano de 2017 foi de incertezas e as empresas já começaram o período com seus quadros reduzidos. Portanto, as variações foram mais no sentido de uma rotatividade normal do segmento", avalia Rodrigues.  

De acordo com o estudo, no primeiro semestre de 2017 houve mais demissões. Mas, no segundo, foi observado um pequeno movimento de contratação com predominância de manutenção de postos de trabalho, sem o tradicional aumento característico do final do ano.  

Entre os setores, apesar da média negativa, os números foram bastante heterogêneos, com Presentes apresentando manutenção dos empregos. Os segmentos que reduziram os quadros foram Cine/Foto (2,08%), Tecidos/Enxoval (1,92%), Eletrodomésticos (-0,48%), Móveis (0,28%) e Vestuário (0,23%).  

Por outro lado, com elevação no número de empregados ficaram Calçados (1,83%), Ótica (0,50%) e Livraria/Papelaria (0,16%), sendo que a expectativa é que cresçam as vagas à medida que o volume de vendas passe a se recuperar de maneira mais consistente.  

Modalidade de pagamento  

Cada vez mais, a preferência do consumidor na hora de pagar as contas é o cartão de crédito, que entrou em 2017 sendo responsável por 53,81% dos pagamentos e terminou sendo utilizado em 55,27% das transações.  

A novidade fica por conta das vendas à vista, que viram seu percentual de utilização cair de 33,40% para 31,54%; enquanto a prazo, por meio de carnês e cheques pré-datados, subiram de 12,79% para 12,99%, chegando a 15,29% em junho.  

Para Rodrigues, o cenário demonstra uma preferência pela não realização de pagamentos à vista. "Essa tendência é impulsionada pela queda na taxa de juros, que é um atrativo para a realização de compras parceladas e o aumento do desemprego, que reduz a renda disponível e o dinheiro em posse da população", explica.  

Análise  

O ano de 2017 está longe de ter sido o sonho de qualquer comerciante, mesmo aqueles que viram suas vendas se recuperarem. Mas, sim, há uma melhora econômica em curso, mas ela vem de forma lenta e gradual, sem grande intensidade. Com um contingente grande de pessoas desempregadas e, por consequência, sem renda, não há muito espaço para um crescimento acelerado. A tendência no cenário atual é que a recuperação seja puxada por segmentos voltados ao mercado externo e, no momento em que estes começarem a absorver a mão de obra parada, reduzindo o desemprego, haverá uma recuperação mais rápida dos demais setores, inclusive o comércio. Tudo isso poderá ser acelerado com a eleição presidencial, mas ninguém que venha a assumir o país estará isento de realizar as reformas que estão em pauta desde a extinção da hiperinflação no país. É preciso seguir em frente e melhorar o ambiente empresarial para que haja a retomada dos investimentos e também dos empregos. Marcelo Bosi Rodrigues, economista do Sincovarp e responsável pelo estudo
 

QUER CONTINUAR LENDO ESTE CONTEÚDO E MUITOS OUTROS? FAÇA SEU LOGIN OU CADASTRE-SE

Informe seu e-mail e senha cadastrados para ter acesso a todo conteúdo do site:

ainda não tem cadastro?
QUER LER ESSE CONTEÚDO? CADASTRE-SE

Informe seu Nome, E-mail e senha para se cadastrar no Acidade ON

Quero ser informado sobre promoções e ofertas do Acidade ON e seus parceiros
Aceito os Termos de Uso do Acidade ON

Veja também