Os produtores rurais e empresas da região de Ribeirão Preto acreditam que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia pode beneficiar a economia da região de Ribeirão Preto. O acordo, autorizado na sexta-feira (9), vinha sendo negociado há 25 anos e abre caminho para criação da maior zona de livre comércio do mundo.
O pacto com o Mercosul elimina tarifas sobre produtos da União Europeia, como carros e vinhos, ao mesmo tempo em que facilita a entrada de produtos agrícolas, como a carne bovina, no mercado europeu a partir dos países sul-americanos.
Contudo, o acordo ainda precisa de aprovação na Parlamento Europeu, antes que seja formalmente concluído.
Impacto no setor sucroenergético
O Ceise Br (Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis), sediado em Sertãozinho, na região de Ribeirão Preto, acredita que o acordo tem potencial estímulo à produção interna.
“Caso o acordo favoreça, ainda que de forma gradual e limitada, as exportações brasileiras de açúcar e etanol – inclusive dentro das cotas inicialmente previstas, como as 180 mil toneladas de açúcar e 400 mil toneladas de etanol industrial – haverá uma injeção adicional de dinamismo na cadeia produtiva. Esse aumento de atividade tende a impulsionar investimentos em ampliação, modernização e eficiência das plantas industriais, beneficiando de forma indireta toda a indústria nacional de base”, informa.
No entanto, a entidade prega cautela e aponta que, do ponto de vista da cadeia de base de bioenergia, seguimento voltado aos equipamentos e soluções tecnológicas, o impacto direto tende a ser limitado em curto prazo. “Isso porque a indústria nacional de base, atualmente, não exporta volumes expressivos de bens industriais diretamente para o mercado europeu”, explica.
“A redução gradual de tarifas e a ampliação do acesso a bens industriais europeus devem facilitar a importação de equipamentos e componentes para automação e soluções/inovações tecnológicas, por exemplo, contribuindo para a modernização do parque industrial brasileiro. Esse movimento pode resultar em ganhos de eficiência, produtividade e qualidade, tanto para as empresas fornecedoras quanto para seus clientes finais, especialmente as usinas”, completa o Ceise Br.
Importância estratégica
A Abag (Associação Brasileira do Agronegócio), que tem atuação na região de Ribeirão Preto, o acordo tem uma importância estratégica para os produtores.
“Para o Mercosul, o acordo deve impulsionar o crescimento econômico por meio da facilitação de investimentos e da redução ou eliminação de tarifas sobre produtos sul-americanos, além de consolidar o bloco como potência energética, alimentar e ambiental, ampliando sua capacidade de promover o desenvolvimento sustentável”, afirma em comunicado.

A Abag lembra que o acordo também abre novas agendas, como os combustíveis sustentáveis para aviação e o transporte marítimo, além da cooperação em mobilidade híbrida. Segundo o presidente da entidade, Ingo Plöger, o acordo estabelece ainda um arcabouço jurídico favorável ao avanço de novas agendas de cooperação.
“Abrem-se oportunidades nas áreas de novos combustíveis e tecnologias de processos industriais, com mais cooperação do que competição, integração de inovações em serviços digitais e fortalecimento dos instrumentos da democracia. Mais mercado, melhor cooperação e maior participação do setor privado no desenvolvimento sustentável”, afirma o executivo.
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