Ford confirma a vinda do Mustang com motor 5.0 V8 aspirado de 466 cv

Modelo é capaz de chegar aos 100 km/h partindo da imobilidade em aproximadamente 4 segundos

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    • Eduardo Rocha / Auto Press
Divulgação
Ford Mustang com quase 500 HP de potrência será vendido no Brasil (foto: Divulgação)

 

Aos poucos, mesmo os esportivos das marcas mais tradicionais se rendem ao famigerado downsizing, como complementação de potência com turbocompressor. A Ford fez exatamente isso com o Mustang, que dispõe nos Estados Unidos de um propulsor Ecoboost 2.3, com bons 314 cv de potência e um torque monumental de 48,4 kgfm. E mesmo que seja o mais barato, não foi esse modelo que a Ford decidiu trazer para o Brasil. A montadora norte-americana decidiu importar o modelo mais bruto, com motor mais tradicional, 5.0 litros aspirado, V8, com 466 cv de potência, torque de 58 kgfm, câmbio automático de 10 marchas e um ronco devastador. Ele é capaz de chegar aos 100 km/h partindo da imobilidade em aproximadamente 4 segundos, 1 segundo a menos que o Ecoboost.

A partir da segunda-feira, dia 11 de dezembro, a Ford começa a organizar um fila de espera para o modelo, que deve desembarcar de fato apenas em março. A configuração escolhida é a GT Premium, a mais requintada da linha e que nos Estados Unidos custa a partir de US$ 39 mil – com impostos vai para quase US$ 43 mil, ou R$ 135 mil. Na versão que virá para o Brasil, a Ford confirmou a presença de conjunto ótico em led, rodas esportivas de 19 polegadas com acabamento preto brilhante, aerofólio traseiro e luzes de cortesia nos retrovisores que projetam a imagem do cavalo-símbolo no chão.

Mas o modelo é extremamente bem recheado: luzes internas com cores e intensidade configuráveis, farol alto automático, retrovisor com monitor de ponto cego, ar-condicionado automático duplo, painel de instrumento em tela de led, bancos dianteiros Recaro, revestimento em couro, chave presencial para travas e ignição, central multimídia com comando vocal e navegação, sistema de som Sirius com nove alto-falantes, câmara de ré, controle de estabilidade e tração, airbags frontais, laterais, de cortina e de joelho para o motorista.

A Ford não tem maiores pretensões mercadológicas com seu esportivo, pois trata-se de um carro de imagem. Mas a fabricante acredita que há uma forte demanda reprimida pelo modelo, uma vez que no Brasil, nas décadas de 1960 e 1970, ele era o “muscle car” mais desejado. Mesmo assim, não será nada substancial. Para ter uma ideia, o Chevrolet Camaro, arquirrival histórico do modelo, nos 11 primeiros meses deste ano emplacou apenas 12 unidades por mês – 131 no total. Em preço, também deve se equiparar ao modelo da Chevrolet, que começa em R$ 310 mil. Ou seja: o Mustang não vai se distanciar muito nem no preço, nem nas vendas.


 


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