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Conectividade, a palavra mágica que pode salvar o seu negócio

O uso da tecnologia no campo pode ser o fator que vai decidir o sucesso ou fracasso de um negócio

| ACidadeON/Ribeirao

Painel 1: Detalhe das discussões do painel de ontem, no Centro de Cana (foto: Pierre Duarte / Especial)

A apresentação do representante do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), Fabrício Figueiredo, deixou claro que a produtividade no campo e a diminuição das perdas tem relação direta com mais investimentos em conectividade.  

Um dos slides apresentados, com o mapa do Brasil, mostrou a projeção de instalação de torres de celular no país até 2019, com os estados do Sul e Sudeste praticamente todos cobertos e o Centro-Oeste, uma das maiores regiões de produção agrícola quase sem nada.  

"Hoje, o produtor rural precisa ter acesso aos principais dados da sua produção, como as variações climáticas, incidência de pragas e grau de maturação das colheitas de forma imediata para que possa poder as suas decisões em tempo real. Sem conectividade, isso não é possível", afirmou.  

Fabrício Figueiredo, gerente de Estratégia de Agronegócio Inteligente do CPQD (foto: Pierre Duarte / Especial)

Conhecimento  

O professor da Fatec/Fundação Nishimura, Tsen Chung Kang concorda. "Não é possível falarmos de conectividade na agricultura com menos de 5% do território nacional cobertos por redes 3G e 4G", disse.  

No entanto, Kang acrescenta um fator necessário para que essa conectividade se torne realidade: os produtores devem ter consciência da importância que a conectividade terá para o sucesso dos sus negócios.  

"O que sustenta toda uma cadeia de negócios é o conhecimento. Então, a forma como ele flui desde o momento da sua produção até a etapa final, que são os fazendeiros que estão produzindo, é muito importante. Se esse conhecimento não for corretamente entregue aos produtores, de modo a que eles entendam a sua importância, a nossa agricultura não vai ser competitiva", concluiu.    

Tsen Chung Kang, professor da Fatec e mediador do painel (foto: Pierre Duarte / Especial)

O caso da usina são Martinho  

Um dos casos mais emblemáticos sobre a desigualdade da cobertura de rede móvel no país está a cerca de 30 quilômetros Ribeirão Preto: a usina São Martinho, uma dos maiores produtores nacionais de cana.  

A fazenda, que abrange uma área de 325 hectares está implantando uma rede privada de transmissão de dados, vídeo e dados, com uma cobertura de 40 km, porque a única frequência existente no local ó o lento 2G. 

A terceira via  

A presença da tecnologia no campo, com a intensificação da conectividade entre máquinas, linha de produção e previsão de tempo, por exemplo, marca a chegada do Agronegócio 4.0, a terceira via de conhecimento nos negócios do campo. A primeira forma do acesso a esses conhecimentos por parte dos agricultores foi através dos sistemas de casas de agricultura.  
A segunda rota está nas presença de grandes empresas, que levam ao agricultor máquinas cada vez mais integradas entre si, o que permite ao produtor uma visão mais abrangente do seu negócio. Finalmente, a terceira via está no trabalho de diversas start-ups, que entregam soluções especialmente desenvolvidas para as necessidades dos clientes.   

Programação  

Agenda do agronegócio
"Agricultura do Futuro" 

Data: 2 e 3 de maio
Agrishow 2018, centro de cana do instituto agronômico, rodovia Antonio Duarte Nogueira, km 321, Ribeirão Preto 

Painel 2
Novos Sistemas de Produção
3/5/2018 9h30

William Marchió
Associação Rede

Incentivo e Estímulo à Inovação
Financiamento BNDES
Legislação
Arnaldo Jardim
Programas FAPESP


Mediador:
Francisco Jardim, Secretário da Agricultura do Estado de São paulo

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