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Pesquisa e tecnologia são caminho para o setor agrícola

Debatedores destacam a necessidade de criar parcerias público-privadas

| ACidadeON/Ribeirao

Weber Sian / A Cidade
Seminário sobre pesquisa científica integrada à produção (foto: Weber Sian / A Cidade)

 

O futuro da agricultura passa pelo investimento em pesquisa e tecnologia. E, nesse cenário, é indispensável que os setores público e privado estabeleçam parcerias cada vez mais estreitas, que permitam o surgimento de produtos que possam ir ao encontro das necessidades de mercado.
Essa foi a principal conclusão do segundo painel da Agenda do Agronegócio, “A pesquisa científica integrada com a produção” (leia ao lado quem participa do seminário de hoje, às 14h).

A ênfase na necessidade de se estabelecer parcerias público-privadas vem da excelência de órgãos de pesquisa públicos, como Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Embrapa e Instituto de Tecnologia de Alimentos.

Mas, como mostrou o ex-presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Silvio Crestana, as empresas públicas – como a que dirigiu – terá de resolver um problema antes disso.
“Só vejo uma maneira [para a pesquisa feita por instituições públicas do Brasil] sobreviver, que é o recurso a empréstimos internacionais. A ciência e a tecnologia do Brasil não terão dinheiro nos próximos anos. Por isso, precisamos ir atrás de dinheiro de instituições como Banco Interamericano de Desenvolvimento, Fundo Monetário Interacional e outros”, disse.

Estabilidade política

O vice-governador do Estado, Márcio França acrescentou, ainda, um outro componente para que o Brasil possa se caracterizar como um país que investe em pesquisa, especialmente voltada para o meio agrícola: estabilidade política.

“Sem ela, não conseguimos a tranquilidade necessária para pensar em pesquisa e investimentos para os próximos anos”, afirmou. 

Pesquisa lenta e cara

Dados divulgados no painel “A pesquisa científica integrada com a produção” mostraram que é necessário que se diminua o tempo e os custos da pesquisa no país. “A pesquisa no Brasil é mais cara do que nos Estados Unidos, China e Alemanha, demora muito mais por causa de vários fatores, inclusive burocráticos, e isso significa mais custos e, em última instância, perda de competitividade”, disse Silvio Crestana.

A ideia do dia

Uma das ideias divulgadas ontem foi a necessidade de se criar um plano nacional que pense a pesquisa feita pelas instituições públicas como algo essencial para o desenvolvimento do país. Para isso, foram apontados quatro agendas que sustentariam esse plano: estratégica (dotar o país de mais condições competitivas no cenário internacional); social (benefícios para a sociedade); comercial; e internacional – aqui pensada pela necessidade de se estabelecerem acordos com de cooperação com instituições de outros países.

Confira os participantes do seminário desta quinta-feira, que traz a traz a seguinte pergunta como tema: Qual o futuro dos produtores rurais de menor porte econômico?

Arte / A Cidade

 

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