Ribeirão Preto nada contra a correnteza econômica

Mesmo com cenário nacional de retração, cidade registra aumento no potencial de consumo

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    • Isabella Grocelli

Na semana de seu aniversário de 160 anos, Ribeirão Preto tem mais que a sua idade para comemorar. Mesmo em um cenário de retração da economia nacional, o avanço no potencial de consumo de sua população é motivo de alívio.

De acordo com o levantamento do IPC Maps, da consultora IPC Marketing, os ribeirão-pretanos devem gastar R$ 18,7 bilhões até o final deste ano em produtos e serviços, um avanço de 7,2% no comparativo com o ano anterior, quando o potencial de consumo estimado na cidade foi de R$ 17,4 bilhões.

Milena Aurea / A Cidade
Vista panorâmica de Ribeirão Preto  (foto: Milena Aurea / A Cidade)

 

O resultado positivo, mesmo com o cenário financeiro estagnado, confirma os 160 anos de uma história econômica consolidada.

“Apesar de Ribeirão Preto ter suas nuances e sempre oferecer alguma novidade para atrair investidores, a cidade sempre teve o comércio e os serviços como pilares econômicos”, explica o professor da FEA-USP, Alexandre Nicolella.

Ribeirão Preto representa hoje 3,4% de todo o consumo do interior do Estado de São Paulo, segundo a pesquisa do IPC Maps. No ranking estadual, a cidade ocupa a 6ª colocação em potencial de consumo. Já na lista nacional, Ribeirão é a 20ª com maior capacidade de compra.

Matheus Urenha / A Cidade
O economista Alexandre Nicolella (foto: Matheus Urenha / A Cidade)

 

“Por parte da economia de Ribeirão Preto estar ligada ao setor sucroalcooleiro, a cidade tem uma grande vantagem. O preço da gasolina puxou o do etanol e deixou o setor mais confiante, estimulando a economia local”, comenta o professor. Alexandre também explica que apesar de Ribeirão ser uma cidade de porte médio, ela oferece atrações que muitas vezes são encontradas em cidades grandes, chamando a atenção de toda a região.

O potencial de consumo por habitante urbano da cidade é de R$ 27,7 mil ao longo do ano nos setores como o de alimentação, manutenção do lar, despesas com vestuário, despesas com recreação e cultura e outras despesas.

Mastrangelo Reino / A Cidade
Célia Costa da Silva aproveitou 2016 para reformar a casa (foto: Mastrangelo Reino / A Cidade)

 

Célia Costa da Silva aproveitou 2016 para investir dinheiro no lugar mais importante para ela: seu lar. Com a garagem de uma vaga ficando pequena já que os filhos cresceram, móveis precisando de uma repaginada e um piso de dar trabalho para até as mais habilidosas faxineiras, a casa recebeu várias melhorias.

“Meu marido recebeu uma quantia do meu sogro e logo decidimos investir na nossa casa. Foi um mês de muito trabalho e dor de cabeça, mas agora que estamos finalizando vejo que valeu demais a pena”, diz a diarista de 46 anos.

Mastrangelo Reino / A Cidade
Alerta: Célia ficou surpresa com o preços (foto: Mastrangelo Reino / A Cidade)

 

Porém, Célia alerta: os preços que ela encontrou foram uma surpresa. E não das melhores. “Eram coisas pequenas que fizeram um grande rombo no orçamento, como os móveis planejados. Se for decidir encarar um projeto desse, é bom preparar o bolso”, conclui.
 


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