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Brasil foi tetracampeão na Copa de 1982?

Para colocar um molho na história, Cascino devaneia que no jogo contra a Itália, o Brasil foi o grande vencedor e não o contrário, como retrata a verdadeira história

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Seleção Brasileira de 1982 é tida com uma das melhores de todos os tempos (Foto: Reprodução)

Brasil - Tetracampeão em 1982?

Meu ex-aluno e grande amigo Rodrigo Cascino, hoje brilhando com seu vozeirão na Fox Sports, acabou de publicar um livro cujo tema é a Copa da Espanha. A seleção brasileira, considerada por todos como o melhor time do mundo, desde 1970, é muito bem retratada, desde os amistosos que antecederam o Mundial.

Para colocar um molho na história, Cascino devaneia que no jogo contra a Itália, o Brasil foi o grande vencedor e não o contrário, como retrata a verdadeira história. Depois de abordar jogo a jogo daquela Copa, o autor realça o duelo de 5 de julho de 1982 e transforma o Brasil como vencedor. Na sequência, conta que o timaço de Telê Santana e não a Itália, enfrentou a Polônia no Camp Nou. A delícia do texto chega até a final da competição quando a Alemanha não teria enfrentado a Itália e sim o Brasil.

Rodrigo Cascino explica que a Copa de 1982 foi a maior competição da sua vida e a seleção brasileira, com Oscar, Junior, Falcão, Zico, Cerezzo, Sócrates e Cia, deu um show de bola.

Assim, no seu sonho, ela ganhou o tetracampeonato. Interessante que muita gente pensa como ele. Esse Mundial realmente foi fascinante.

Tenho recordações pessoais e especiais. Era minha terceira cobertura de Copa do Mundo. Eu trabalhava nas rádios Globo e Excelsior, hoje CBN, com verdadeiros monstros sagrados do jornalismo esportivo. A equipe era comandada por Osmar Santos. Na coordenação geral um gênio chamado Edison Scatamachia. Com ele outros grandes profissionais, como Tim Teixeira, Paulinho Matiussi, Cesar Teixeira, Sonia Peixoto, Odir Cunha, entre outros.

O timaço de microfone ainda tinha Oswaldo Maciel, Antonio Edson, Reinaldo Costa, Loureiro Junior, Carlos Aymar, J. Havilla, Juarez Soares, Fausto Silva, Henrique Guilherme, Roberto Carmona, Silvio Filho, entre outros.

Comecei acompanhando a pré-temporada do Brasil em Lisboa. Peguei uma gripe e quase matei o meu amigo Faustão, companheiro de quarto. Ele não conseguia dormir por causa da minha tosse noturna. Depois de Portugal fiquei uma semana em Sevilha e de lá fui acompanhar a Itália na Galícia. Após os três jogos iniciais os italianos se classificaram por saldo de gols, apesar de três empates contra Peru, Camarões e Polônia.

Por causa da má campanha e de algumas polêmicas com la stampa, os jogadores fizeram greve e ninguém falou mais para os repórteres. Devido a minha amizade com vários jogadores, consegui convencê-los que eu e os brasileiros não tínhamos nada a ver com a briga doméstica. E continuei a entrevistá-los com exclusividade, fato que repercutiu no mundo inteiro.

Depois daquele jogo no Sarriá, descrito pelo Cascino com a sonhada vitória do Brasil, a Itália embalou e ganhou a Copa. E para comemorar eu fiquei de férias hospedado por vários jogadores e suas famílias. Por causa do espaço que acabou, essa outra história eu conto em uma próxima vez.