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Esportes

26 anos sem Senna: Pilotos de Ribeirão falam do ídolo

Ao ACidade ON, Hélio Castroneves e Marcos Gomes relembram de histórias que viveram com Ayrton; TV Globo reprisa 1º título de F1 do brasileiro neste domingo (3)

| ACidadeON/Ribeirao

Se estivesse vivo, Ayrton Senna teria completado 60 anos em 2020 (Foto: Divulgação Redes Sociais / Ayrton Senna)
 
Há exatos 26 anos, neste mesmo 1º de maio, morreu Ayrton Senna da Silva. Tricampeão mundial de Fórmula 1 (1988, 1990 e 1991), o piloto brasileiro se envolveu em um grave acidente durante o GP (Grande Prêmio) de Ímola de 1994, na Itália.   
 
Na sétima volta da corrida, Senna, até então líder da prova, não conseguiu contornar a curva conhecida como Tamburello e colidiu contra um muro.  
 
Socorrido em estado grave, o piloto foi levado de helicóptero a um hospital na cidade italiana de Bolonha. Senna não resistiu aos ferimentos e morreu aos 34 anos. 


Velocidade

Ayrton Senna foi um piloto completamente apaixonado pela profissão. Exercendo o ofício, o ídolo do esporte nacional faleceu no Dia do Trabalho - celebrado neste 1º de maio.

"Ele era um apaixonado por todo tipo de esporte a motor. Vivia o automobilismo 100% do tempo e fazia isso com perfeccionismo. E foi isso que levou ele a ter esse grande sucesso", diz o piloto ribeirão-pretano Marcos Gomes, campeão da categoria GT da Asian Le Mans Series 2019/20.  
 
Marcos, que é filho do ex-piloto Paulo Gomes, tetracampeão da Stock Car (1979, 1983, 1984, 1995), tinha oito anos quando Senna morreu. Hoje, com 35, fala sobre a principal recordação que tem do ídolo.  
 
"A primeira lembrança que tenho de Senna é do título de 1991, aquele que ele bateu com o [Alain] Prost na curva 1 do GP de Suzuka. Estava com a minha família assistindo à corrida e todo mundo se revoltou com o Prost. Foi o troco que Ayrton deu em compensação a 1989", recorda Gomes, que se refere à batida que consagrou o francês campeão da temporada.

Marcos Gomes, campeão da Stock Car 2015, ainda avalia o tamanho da perda de Senna para o automobilismo. "Sem dúvidas, foi a morte mais significativa para o esporte. Perdemos o maior ídolo do esporte nacional. Hoje, a gente agradece aos documentários que contam a vida dele. O Ayrton foi, para os pilotos e fãs ao redor do mundo, o maior de todos", afirmou.

Encontro com o ídolo

Ao ACidade ON, o piloto ribeirão-pretano Hélio Castroneves, tricampeão das 500 Milhas de Indianápolis (2001, 2002 e 2009), recordou de o dia em que venceu Ayrton Senna em uma corrida de kart. À época, o piloto, que hoje tem 44 anos, dava os primeiros passos no automobilismo.

"Conheci o Senna quando ele me convidou para fazer parte de uma corrida de kart na fazenda dele, em Tatuí. Ayrton havia construído um kartódromo e faria uma filmagem para um documentário de sua vida", disse Castroneves.

"Foi muito bacana esse dia. Ele assinou uma camisa que eu tinha quando estava indo disputar um mundial de kart na Itália. Também serviu um super almoço para todos e participou da corrida com a gente, e eu acabei sendo o vencedor! Nunca vou me esquecer. Ganhei um relógio e, até hoje, tenho esse prêmio", recordou o piloto.

Em entrevista ao portal, o piloto de Ribeirão contou como se inspirou em Senna durante o início de sua trajetória no automobilismo.

"Ele [Senna] era muito dedicado e extremamente excepcional nas pistas. Tomava risco calculado e apenas estava começando a expandir sua marca. Eu sempre tentei me espelhar nesses atributos", afirmou Hélio.

Atualmente, Hélio Castroneves mora nos Estados Unidos e pilota na equipe norte-americana Penske, pelo campeonato Weathertech SportsCars.

Ao ACidade ON, o piloto de Ribeirão revelou que se preparava para fazer exercícios enquanto assistia à corrida em que Senna morreu.

Na entrevista, Castroneves também disse que, após a tragédia, a mãe dele perguntou se ele realmente queria continuar no esporte. O piloto, no entanto, respondeu que pretendia trilhar as vitórias do ídolo.

"Foi realmente confuso, pois a TV dizia que ele [Ayrton Senna] estava bem. Obviamente, as notícias demoravam um pouco para chegar. Horas depois, veio a informação. [...] Naquele momento minha mãe me perguntou se era isso mesmo que eu queria fazer. Disse que não tinha dúvidas e gostaria de representar o Brasil como o Ayrton fez", contou.

Para recordar 

No próximo domingo (3), a TV Globo reprisa o GP do Japão de 1988, corrida que rendeu a Ayrton Senna o primeiro título mundial de Fórmula 1.

Em seu primeiro ano pela MCLaren, Senna deu início ao que viria a ser uma das maiores rivalidades da história do esporte - o adversário era o próprio companheiro de equipe, o francês Alain Prost.  

A vitória do brasileiro no circuito de Suzuka veio somente na 28ª volta, após sofrer problemas na larga e ultrapassar Prost, na reta final.  

A transmissão, exibida dentro do programa "Esporte Espetacular", contará com áudios originais de Galvão Bueno e Reginaldo Leme.

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