Após sofrer grave acidente, piloto volta às pistas e ganha espaço no cenário nacional

Guto Figueiredo, 46, é, atualmente, um dos maiores pilotos de motovelocidade do Brasil

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    • Da reportagem
Milena Aurea / A Cidade
Guto Figueiredo disputa o SuperBike Brasil, principal competição da modalidade na América Latina (Foto: Milena Aurea / A Cidade)

 

Guto Figueiredo, 46, é, atualmente, um dos maiores pilotos de motovelocidade do Brasil. Atual vice-campeão da categoria Light da SuperBike Brasil por dois anos seguidos, o empresário demonstra ter talento nato para o esporte. Um acidente de anos atrás, porém, quase abreviou sua carreira.

O ano era 2013. Guto havia começado a pilotar no ano anterior, após finalizar um curso específico para a pilotagem de corridas e participava dos chamados “Tracking Days”, no circuito de Interlagos, que são dias em que a pista é liberada para o lazer e teste de veículos.

Guto então decidiu começar a competir e disputou uma etapa do Campeonato Brasileiro, também em Interlagos, terminando em 9º lugar de um total de 57 motos. “Esse primeiro resultado me incentivou muito a continuar. Não tinha nenhuma experiência, mas fiz uma excelente corrida”, comenta o piloto.

Guto então partiu para a disputa da segunda etapa, novamente em Interlagos. Após os treinos classificatórios, ele conseguiu largar na 6ª posição no grid, um resultado ainda melhor do que na primeira. Durante a corrida, Guto conseguiu ainda a melhor volta, mas logo em seguida se acidentou com gravidade, quebrando duas vértebras da coluna.

“Me assustou demais. Fiquei preocupado com o meu futuro e com minha carreira”, revela o piloto.

A volta por cima

O próximo ano foi de recuperação e fisioterapia, passando a maior parte do tempo imobilizado.

O sonho de voltar parecia distante, mas Guto não desistiu e ainda em 2014 decidiu tentar mais uma vez. Passando um tempo em Goiânia, ele resolveu participar de treinos para uma das etapas do Campeonato Goiano de Motovelocidade, que marcaria a reinauguração do autódromo da cidade. Guto largou na 3ª posição e foi o vencedor da corrida, a primeira após o acidente.

Motivado, o piloto decidiu disputar o campeonato todo e acabou sendo o campeão. “Nunca imaginei que conseguiria voltar competitivo tão rapidamente”.

Após o título, o ribeirão-pretano decidiu expandir seus limites e no ano seguinte, disputou pela primeira vez a SuperBike Brasil, principal competição da modalidade na América Latina.

O piloto entrou na categoria “Light”, destinada a motos que possuem de 750 a 1300 cilindradas.

Em sua primeira temporada, Guto conquistou o vice-campeonato da competição, resultado que se repetiu em 2016.


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