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Família em Ribeirão Preto vive um ano de saudade

No dia 29 de novembro de 2016, lateral Gimenez morria aos 21 anos, em acidente aéreo na Colômbia

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Roberto Galhardo/ Especial
Patrícia era casada com Guilherme Gimenez (Foto: Roberto Galhardo/ Especial)

 

Há um ano, o Brasil amanhecia em choque com a queda do avião que levava o time da Chapecoense para a disputa da final da Copa Sul-americana, na Colômbia. A tragédia, ocorrida a poucos minutos do pouso em Medellín, deixou 71 mortos e marcas profundas também em Ribeirão Preto.

Veja mais fotos da família de Guilherme Gimenez

Patrícia Groza Gimenez, 21 anos, era casada com o lateral ribeirão-pretano Guilherme Gimenez, que teve o sonho de ser jogador de futebol interrompido ainda no início da carreira, aos 21 anos – o maior deles, segundo Patrícia, era voltar ao gramado do estádio Santa Cruz e defender as cores do Botafogo, onde jogou de 2014 a 2015.

“Eu vivo um dia de cada vez, porque não dá pra acreditar. Antes dessa tragédia, vivíamos nossa fase mais feliz em Chapecó, com tudo dando certo. O time era nossa família. Mas, de repente, a vida tirou de mim a pessoa mais generosa que já conheci”, afirma. Patrícia e Gimenez são pais de Ana Clara, 3 anos.

Outro pequeno que tem seguido o legado de Gimenez, de coragem e bola no pé, é o afilhado Lorenzo Guilherme, que completa, também nesta quarta-feira, o primeiro ano de vida.

Eduardo Gimenez, 24, relembra o dia em que, no intervalo de apenas duas horas, pegou pela primeira vez o filho no colo, mas perdeu um companheiro de história. “Ele foi a primeira pessoa que liguei quando minha mulher foi para o hospital. Estava tão ansioso quanto eu, já planejando as férias aqui no Parque Ribeirão, onde a gente sempre morou”, diz o irmão de Gimenez.

Roberto Galhardo/ Especial
Afilhado de Gimenez, Lorenzo Guilherme nasceu no mesmo dia do acidente (Foto: Roberto Galhardo/ Especial)

 

‘Não era para ele estar no avião’

Para Patrícia, a morte de Gimenez ainda é um enigma. Ao A Cidade, ela diz que, um mês antes, o lateral havia lesionado a parte posterior da coxa em campo e a previsão dos médicos, que os acompanhavam diariamente, era que ele não se recuperaria até a final do campeonato.

“Não era pra ele estar naquele avião, mas a persistência foi tão grande, como em tudo que ele fazia na vida, que, em 15 dias, conseguiu acompanhar o time a São Paulo para o jogo contra o Palmeiras e depois seguiram direto para Medellín. Nosso último contato foi assim, com ele me prometendo que logo voltaria”, afirma. Atualmente, Patrícia se dedica a trabalhos voluntários.

Um ano sem respostas

A imagem de Rosana Gimenez, 42 anos, ao receber a notícia de que o filho havia morrido, marcou a tarde do dia 29 de novembro de 2016, em Ribeirão Preto. Um ano depois, ela diz que ainda não consegue sorrir ou encontrar uma resposta para o que aconteceu com o filho Guilherme.

 

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