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Botafogo de pai para filho

Antoninho está entre os maiores jogadores da história do Botafogo e teve também o filho, Régis Angeli, trabalhando no clube do coração

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Antoninho e Régis Angeli são exemplos de pai e filho que dedicaram seu trabalho pelo Botafogo (foto: Weber Sian / A Cidade)
 
Graças a um desempenho goleador no 1º turno do Paulista de 1959, o ex-atacante Antoninho, 78, cravou o nome como um dos maiores jogadores da história quase centenária do Botafogo.  

Ainda com 19 anos, Antoninho sofria com a falta de espaço no Palmeiras e deixou o clube da capital para encontrar a redenção no Tricolor. Envolvido em uma troca em que o Botafogo enviou Dicão para poder levar Antoninho, o ex-atacante não tem dúvidas ao afirmar que saiu ganhando. "Fui o artilheiro do Campeonato Paulista de 1959 e o Botafogo terminou em 1º lugar no 1º turno e só nesta fase eu fiz 17 gols.   

Acabei sendo negociado com a Fiorentina, mas foi no Botafogo que apareci no cenário paulista e foi uma oportunidade fantástica", disse.
O próprio Antoninho reconhece que tecnicamente poderia não estar entre os melhores da época em que atuava, mas o faro de gol era considerado um dom.  

"Tecnicamente tinha meus limites, mas eu sabia fazer gol. Tinha uma visão do gol que me auxiliava muito. Não era de dar chutão forte, mas sabia onde tinha que colocar a bola e consegui ter muito sucesso. Como atacante me considerava um dos melhores. Podia dar canelada, mas sabia fazer gols", ressaltou.

Referência  

Antoninho também foi técnico do Botafogo e indicou ao clube nomes lendários como Paulo César Camassuti, Geraldão, João Carlos Motoca, Osmarzinho, entre outros. E foi nesta época, no final da década de 1970, que o filho, Régis Angeli, passou a encorporar também o Botafogo em sua vida.  

"Meu pai ia para o treino e eu ia junto. Adorava ficar atrás do gol recolhendo as bolas nos treinos de chute a gol. Ficava vendo o pessoal treinar, vivia nesse meio e tive muita influência do meu pai no futebol."  

Régis Angeli foi volante com destaque pela Ponte Preta e foi até campeão mundial sub-20, em 1983, em time que tinha nomes como Bebeto e Mauricinho. Ele também seguiu a carreira no Botafogo após pendurar as chuteiras, atuando como treinador na base e também como técnico e gerente do profissional. 

Desafiado, Antoninho massacrou o grêmio  

Uma das passagens que Antoninho se recorda com mais carinho foi em um jogo contra o Guarani, no Paulista de 1959, no antigo estádio Luiz Pereira, em que ele fez seis gols só no 1º tempo. Assediado pela imprensa no intervalo, o ex-atacante demorou a voltar ao vestiário e foi sacado pelo então técnico do Pantera, José Agnelli. No jogo seguinte, o Tricolor recebeu o Grêmio em um amistoso na cidade.  

A equipe gaúcha estava entre as principais do Brasil na época e o treinador fez um desafio a Antoninho antes do jogo. "O Agnelli ficava me provocando dizendo que fazer seis gols contra o Guarani é fácil e que ele queria ver o que eu ia fazer contra o Grêmio. O jogo terminou 4 a 1 para o Botafogo e eu fiz os quatro gols", relembrou Antoninho.

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